Luanda - A África do Sul até o momento é o único País africano que possui bombas atômicas mas oficialmente diz-se que estas armas foram desmanteladas nos anos ‘90, mas na verdade estas armas nunca foram desmanteladas e estas mesmas armas não foram construídas pelo governo Sul africano (porque não têm tal tecnologia) mas sim pelo Ocidente, na época isto é, nos anos ’60, ’70 e ’80, estas armas foram construídas e instaladas na África do Sul com o objectivo de desacelerar o avanço e a influência do comunismo soviético naquela Região da África Austral e Subsahariana.

Fonte: Club-k.net

O poder bélico é um dos meios garantidores da Soberania Nacional. Para o Sistema Internacional a coisa mais importante é a «Segurança» só depois vem o resto porque tudo gira entorno da Segurança: a economia, o desenvolvimento social, o progresso cultural, a estabilidade pública, a protecção das instituições do Estado, etc, portanto, Angola assim como outros países africanos precisam começar a pensar seriamente em projectar a construção da sua própria «bomba atômica e indústria bélica avançada» para se protegerem e se prevenirem de possíveis ataques e invasões futuras.

Em geopolítica as armas atômicas têm o poder de «persuasão», este tipo de armamento fazem-se não para serem usadas convencionalmente, fazem-se para persuadir um País inimigo ou qualquer Estado hóstil ou não a não te atacar. Este armamento faz com que um País reflicta sete vezes antes de tentar te atacar porque temem pela represália.

O mundo real é instavél e altamente perigoso e o realismo político demonstra o quanto um País torna-se vulnerável quando não possui armas nucleares, foi assim na invasão do Iraque, foi assim na Síria, no Afganistão, na Chechênia, na Moldávia e na Geórgia, também foi assim na Líbia e agora na Ucrânia, portanto, os países africanos devem adoptar novas medidas e políticas adeguadas de Defesa e Segurança… e estrategicamente falando, uma possível aquisição da bomba atômica reforçaria significativamente a nossa Segurança.

Nada está acima da Segurança Nacional, falo de forma puramente estratégica, falo em base àquilo que são as regras e princípios do realismo político e da geopolítica internacional… obviamente, é necessário que os países africanos garantam a favor dos seus cidadãos: mais emprego, educação de qualidade, saneamento básico, boa saúde pública, combate à pobreza, combate à fome, etc, mas a Segurança deve ser uma prioridade máxima de Estado, é necessário investir fortemente na Segurança, precisamos reunir meios tecnológicos no âmbito técnico-militar, congregar engenheiros africanos competentes e bem formados em química nuclear, física nuclear, engenheiros mecânicos, engenheiros informáticos, engenheiros electrotécnicos, geofísicos, recrutar especialistas em engenheira militar, entre outros engenheiros, estrategas e conselheiros militares para assim criarmos os nossos próprios programas de armas nucleares.

A Líbia de Gaddafi até ao final de 2009 possuía projectos de «armas químicas e armas nucleares», nesses anos vários países da comunidade internacional começaram a temê-lo e acusá-lo de ditador/tirano, sendo assim, mesmo anos antes, impuseram-lhe a si e ao seu governo, uma série de sanções econômico-financeiras, obrigando Gaddafi a desactivar e a desistir de todo o seu projecto nuclear, pouco tempo depois de fazer isto a Líbia foi invadida pela OTAN/França.

Caso a Líbia continuasse com o seu projecto nuclear provavelmente esta invasão por parte da NATO jamais teria acontecido, porque estas armas como já fiz referência têm o poder de «persuasão», dificilmente alguém ousa te atacar se tens armas nucleares, e os países africanos precisam arranjar formas de adquiri-las, para garantirem com eficácia a protecção das suas respectivas soberanias e suas riquezas naturais e minerais.

Precisamos nos salvar e nos proteger a nós mesmos porque as Convenções, os Protocolos e os Tratados internacionais, assim como a ONU e outras organizações internacionais já não conseguem proteger ninguém quando os conflitos e o caos batem à nossa porta, o Direito internacional a muito que foi jogado por terra pela geopolítica das superpotências militares e econômicas, o direito é fruto da vontade política, não o contrário, a Coreia do Norte por exemplo dificilmente cumpre as Resoluções das Nações Unidas, então porque ninguém tenta atacá-lo ou invadi-lo? Tal igual os EUA, a China, a Rússia, o Israel, a França, o Reino Unido, o Irão, a Turquia entre outros países da comunidade internacional não cumprem ordens da ONU, a ONU é vista hoje como uma Organização sem muito poder efectivo, os tempos são outros e a sua fraqueza decisional em parte faz com a Diplomacia internacional esteja em crise.

No mundo do realismo político safa-se quem poder, o realismo político faz-se com o uso da força e o uso da persuação do poder bélico, aparato militar, sistemas antimísses, armas nucleares, etc, é este o mundo real, aqui não há emoção nem princípios ético-morais, quando as ameaças e o caos batem às portas da sua soberania Nacional tudo que um governo deve fazer é tentar proteger ou garantir a sobrevivência do seu próprio Estado, e isso será impossível se não fores potente em termos bélicos.

Os países africanos precisam construir armas nucleares, é hora de reunirmos especialistas africanos para tornarmos realidade estes objectivos bélicos de Segurança!

Eu e a Diplomacia, a Diplomacia e Eu
Elite Intelectual Diplomática
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Políticas de Segurança
Diplomacia Militar
No Mundo Estratégico-militar

Por: Leonardo Quarenta
Ph.D em Direito Constitucional e Internacional

 



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