Benguela – O cabeça-de-lista do MPLA, João Manuel Gonçalves Lourenço, acusou, esta quinta-feira, 18, em Benguela, os seus homólogos da oposição, em particular da UNITA, de incitar a população para criar "instabilidade social e confusão".

 

Fonte: Club-k.net

O líder do partido no poder – que falava num acto de massas na província de Benguela, no âmbito da campanha para as eleições gerais de 24 do corrente mês – referia, obviamente, sobre o movimento “Votou Sentou” encabeçado por Adalberto Costa Júnior do “Galo Negro”.

 

“Um dos líderes tem esta postura condenável em todos os sentidos. Os partidos devem ser os primeiros a pautar pelo civismo dos cidadãos e não fomentar a desconfiança sem fundamento, a desordem e a instabilidade social”, disse, acrescentando que não se pode utilizar o povo como arma de arremesso em defesa de interesses inconfessos de partidos políticos. “Mas é isto que está a acontecer e todos devemos condenar”, reforçou.

 

João Lourenço afirmou que estes políticos procuram descredibilizar permanentemente a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e o Tribunal Constitucional. "Não são patriotas. Passam a ideia errada de que estas instituições não são credíveis, o que quer dizer que o Estado angolano não é credivel”, frisou.

 

Com esta atitude, acusou, estão a defender os interesses de outrem e não os interesses dos angolanos, uma agenda que lhes foi encomendada. “É um mero executor, uma boca de aluguer”, sublinhou.

 

Recordou que quem vota em Angola são os angolanos, acrescentando que a vontade dos angolanos não pode ser influenciada a partir de fora, nem via comunicação social, nem através de recursos que injectam no país".

 

“A verdadeira sociedade civil, organizada, e as igrejas têm demonstrado uma postura patriótica, porque querem que as eleições sejam livres e justas, mas também querem e estão a trabalhar para que sejam pacíficas, que corram de forma ordeira”, asseverou.

 

CONDIÇÕES DE VIDA

 

Durante o seu discurso perante os militantes (simpatizantes e amigos) do MPLA, realizado no espaço adjacente ao estádio nacional de Ombaka, em Benguela, o candidato a Presidente da República, prometeu, para o próximo mandato, construir novas instalações para a Universidade Katyavala Buila e para o Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), ambas em Benguela.

 

Informou, ainda, que três novos comboios do tipo DNUs, modernos e mais rápidos, com capacidade para 700 passageiros, começam a funcionar no próximo mês, entre Benguela e Lobito.

 

João Lourenço salientou que decorre o processo de certificação do aeroporto da Catumbela, que passará a aeroporto internacional Paulo Teixeira Jorge.

 

O cabeça-de-lista do MPLA valorizou o processo de privatização da gestão do Porto do Lobito e dos Caminhos de Ferro de Benguela, este último beneficiará de um ramal que ligará a província angolana do Moxico a vizinha República da Zâmbia.

 

REQUALIFICAÇÃO DAS CIDADES

 

João Lourenço revelou aos presentes que o governo de Benguela, recebeu 479 milhões de euros para requalificar, nos próximos cinco anos, os bairros periféricos dos municípios de Benguela, Catumbela, Lobito e Baía Farta.

 

O líder do MPLA disse que os recursos foram mobilizados através de uma linha de financiamento e já estão à disposição da província, para intervir nas infra-estruturas integradas das quatro cidades.

 

Explicou que o valor servirá, igualmente, para a asfaltagem das ruas do Cubal, Ganda e Balombo, a requalificação da marginal da Praia Morena, em Benguela, o Morro e o mercado da Chapanguela, no Lobito.

 

Disse que, no geral, o Executivo vai continuar a concluir as obras de restauro de vários troços de estradas internas, como as que ligam as províncias vizinhas do Huambo, Cuanza Sul e Huíla.

 

A cinco dias do fim da campanha eleitoral, João Lourenço deu a conhecer que, caso o seu partido seja governo, vai construir a circular externa às cidades de Benguela, Catumbela e Lobito.

 

"Toda a camionagem com destino ao Huambo, Bié, Huíla e Cunene, que passe por aqui, não vai continuar a estragar as ruas interiores dessas três cidades. Vai passar pela circular, que nos comprometemos em construir", afirmou.

 

Os angolanos votam a 24 de Agosto pela quinta vez, para eleger o Presidente da República, o Vice-presidente e os 220 deputados à Assembleia Nacional.

 

Para este sufrágio, estão registados 14 milhões 399 mil eleitores, dos quais 22 mil 560 na diáspora.

 

Concorrem ao pleito os partidos políticos MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN, PHA, P-NJANGO e a coligação CASA-CE.

 



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