Lisboa – A justiça angolana bloqueou as contas bancarias da CASA-CE – Convergência Ampla de Salvação de Angola, nas agências bancárias do BPC tanto em Saurimo como em Cabinda, estando esta coligação partidária a sofrer fortes constrangimentos neste período de campanha eleitoral.

Fonte: Club-k.net

Segundo apurou o Club-K, o bloqueio foi declarado pelo Juiz Jesuino Sampaio Martins do  Tribunal Provincial da Lunda Sul, devido a problemas relacionados ao mandatário da conta, Jordão Baptista, a data dos factos, secretário executivo da Lunda Sul que durante a campanha eleitoral de 2012, embateu contra uma manada quando conduzia uma viatura alheia, Toyota Prado, na qual a proprietária Amélia Sorte Joel reclama reparação de danos.

 

Ao colidir com uma manada, na cidade de Saurimo, Jordão Baptista, causou danos graves na parte dianteira do veículo. No mês de Dezembro de 2021, este dirigente da CASA-CE chegou a levar o carro a Luanda, pagando a reparação da viatura. Porém, até a presente data ainda não foi restituída a viatura a proprietária que agora exige uma viatura nova e, consequentemente, a reparação de todas as perdas e danos causados. A proprietária alega que nos dias de hoje, a viatura está avaliada em A0 50.000.000,00 (Cinquenta milhões de kwanzas).

 

Como consequência o Tribunal da Lunda-Sul, não só bloqueou as contas bancárias da coligação no passado dia 23 de maio, como também penhorou A0 50.000.000,00 da mesma assim que a CASA-CE recebeu do Estado angolano os fundos para da campanha eleitoral, ao pleito de 24 de Agosto.

 

“Isso é sabotagem ao nosso trabalho, porque sabem que a CASA-CE tem muita aceitação. Para piorar, nem nos notificaram que a conta seria bloqueada", protestou recentemente a DW Osvaldo Tembo, que trabalha neste momento em Cabinda como coordenador da campanha da coligação.

 

Para as eleições deste ano, o Estado angolano deu a cada partido político e coligação um valor equivalente a 2,5 milhões de euros para o financiamento da campanha eleitoral, valor que é depois distribuído pelas províncias.

 

Contactado pela DW, o gerente da agência bancária do BPC em Cabinda, Vladimir Luemba, disse que tudo não passa de um mal-entendido.

 



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: