Luanda – O antigo Chefe da Casa Militar, general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, deslocou-se neste domingo (21) a residência oficial do falecido Presidente José Eduardo dos Santos (JES), para apresentar cumprimentos aproveitando a ocasião para interceder junto da viúva Ana Paula dos Santos para que o corpo do malogrado não fique exposto no quintal de casa isolado.

Fonte: Club-k.net

Antigo subordinado de JES, durante vários anos, o general "Kopelipa" entende que Eduardo dos Santos na qualidade de antigo Chefe de Estado é merecedor de mais respeito e consideração. A viúva Ana Paula dos Santos, por sua vez, revelou não ver problema no facto de urna estar no quintal para acesso do público que queiram entrar no quintal e prestar homenagens a malogrado estadista.

 

Pelas redes sociais, varias imagens da urna abandonada no quinta da residência, tem circulado causando indignação, depois de um outro episódio no dia da chegada em que as autoridades não receberam a urna com guarda de honra na pista do aeroporto 4 de Fevereiro, a pretexto de que "ao abrigo das normas e do regulamento de cerimônias e honras militares, não se executam honras militares após o por do sol ou seja, depois das 18 horas cerimônias de honras militares, nem ao Presidente da República em exercício do cargo. Assim é que está regulamentado nas normas e cerimônias protocolares das FAA."

Dirigente do MPLA  fala em má fé

Em reação as imagens que circulam nas redes sociais, Celso Malavoloneke do Comitê Central do MPLA, usou o “facebook”, para justificar que “estas fotografias só podiam ser tiradas por alguém de má fé quando o MINSA pediu às pessoas para se afastarem temporariamente enquanto retiravam "o saco" ou invólucro em que vinha envolta a urna desde Barcelona. Como aliás vimos nas imagens transmitidas pela comunicação social. Foi o único momento em que a urna ficou desacompanhada”.

 

“Por outro lado, esta fotografia é claramente uma montagem. Ampliem-na e vão ver que é resultado de edição fotográfica por pessoas de infinita má fé”, escreveu o antigo secretario da comunicação social adiantando que “o velório prossegue pelos familiares, amigos e quem o deseje na casa do malogrado até quando iniciará o funeral de Estado, provavelmente logo após o dia da votação”.

 

 



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