Luanda - Os acionistas do Banco Económico aprovaram na segunda-feira em Assembleia Geral o nome de Carlos Duarte, que lidera atualmente a segurada angolana ENSA, para presidente executivo da instituição financeira, ex-BES Angola.

Fonte: Lusa

A notícia foi avançada na segunda-feira pelo Jornal de Negócios e confirmada esta terça-feira pela Lusa, junto de uma fonte ligada ao banco.


A nova estrutura da administração terá ainda de ser aprovada e registada pelo Banco Nacional de Angola, já que o regulador tem poder para aceitar ou excluir os nomes propostos e competência para avaliar a sua idoneidade.

Segundo o Jornal de Negócios, o nome de Carlos Duarte foi proposto pelo fundo de investimento Independent Financial Advisors, liderado por Francisco Garcia do Santos, que se tornou o maior acionista do Banco Económico após o Banco Nacional de Angola (BNA) ter decidido transformar parte dos depósitos dos grandes clientes daquela instituição financeira em capital, tendo estes optado por congregar as suas posições em torno da referida sociedade gestora.

Foi também aprovada uma redução do capital a zero de todos os acionistas, casos da Sonangol, Novo Banco e Geni, do general Leopoldino Fragoso do Nascimento e consequente aumento de capital, cujo valor não foi possível apurar, unicamente subscrito pelo Independent Financial Advisors, diz o Jornal de Negócios.

Os outros nomes propostos para a comissão executiva são por Jorge Ramos, Katila Santos (dois gestores que continuam) Elisa Baptista, ex-diretora de 'private' do banco, e Amílcar Barros, proveniente do banco russo VTB África.

O Banco Económico foi criado na sequência da falência do Banco Espírito Santo Angola (BESA), em 2014.

Na resolução do português BES, em agosto de 2014 foi criado o Novo Banco para onde foram transferidos os depósitos, os trabalhadores do BES e os ativos considerados menos problemáticos (um tema que desde então tem sido alvo de muito debate face aos prejuízos elevados do Novo Banco e recurso de dinheiros públicos).

Já no BES (então designado 'BES mau') ficaram os ativos considerados 'tóxicos' (caso de participações como BESA, BES Miami, Aman Bank - Líbia), assim como os acionistas.

Em junho, o governador do banco central angolano, José de Lima Massano, disse à Lusa, em Portugal que a reestruturação deve estar concluída este ano e que "não haverá esforço adicional de fundos públicos para que o banco possa continuar a sua operação".

"Foi a opção que seguimos e por isso, com o que está desenhado, não esperamos que outras perdas relevantes venham a acontecer, o sentido desta operação é proteger os depositantes e, dentro do possível, os investidores", acrescentou.

 

 



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