Luanda - O ministro angolano do Transportes, Ricardo de Abreu, prometeu hoje à Lusa em Luanda, que a TAAG (Linhas Aéreas Angolanas) não vai despedir funcionários mas reforçou que vai manter-se o processo de restruturação da companhia.

Fonte: Lusa


"É obvio que temos um processo de restruturação em curso, mas, obviamente, que não estamos a contar com despedimentos que não fazem parte da nossa agenda, e é muito importante explicar à população, que mesmo ao longo da pandemia, com os aviões no chão, não houve um único despedimento" garantiu.

 

Em 21 de agosto, os funcionários da TAAG realizaram uma manifestação silenciosa, com objetivo de alertar a opinião pública angolana e internacional sobre alegados atropelos da nova administração da empresa angolana, e impedir eventual despedimento coletivo, que tem que possa acontecer dias depois da tomada de posse do novo governo angolano.

 

Questionado sobre o assunto, o governante angolano, que falava à Lusa à margem da investidura do Presidente da Republica, João Lourenço, desvalorizou o facto.

 

"Isso é normal, pois, faz parte da sociedade. Nós não vemos isso como problema, mas sim como os grandes desafios de transformação e reestruturação da nossa economia e das nossas empresas, porque temos que estar preparados para viver. Nós não podemos querer, somente, dizer que o que acontece nos outros países é que é bom e não termos nós a capacidade de fazer esta mudança" disse.

 

Sobre a reestruturação da TAAG, o governante angolano, que não confirmou se vai ser ou não reconduzido ao cargo, disse que a companhia aérea de bandeira angolana tem de procurar sustentabilidade profissional, técnica e de gestão de custos.

 

"A TAAG é uma companhia aérea que tem que se garantir sustentável, num negócio altamente exigente, do ponto de vista profissional, técnico e de gestão de custos, para que seja sustentável. Nós não estamos num caminho em que podemos exigir que o Estado permaneça fiel ao subsídio das ineficiências das várias empresas públicas, porque os Estados não têm recursos para sustentar as ineficiências que existem em várias empresas públicas. Todas as empresas vão ter que passar por transformação semelhante" concluiu.


Na semana passada, a TAAG e o Sindicato Provincial do Pessoal Navegante de Cabine (SINPROPNC) reuniram-se para discutir a atual situação da companhia de bandeira angolana, dias depois de o ministro dos Transportes ter exigido a abertura de conversações.

 

Segundo um comunicado da TAAG, o encontro entre os responsáveis da companhia aérea e os representantes do SINPROPNC, durou cerca de três horas e serviu para "auscultação mútua e exposição de informação relevante sobre a situação atual da TAAG, bem como as preocupações da classe do Pessoal Navegante de Cabine".

 

"Foi o que sempre quisemos, que a empresa estivesse aberta a ouvir as legítimas preocupações dos trabalhadores através do órgão que os representa e que acima de tudo, esteja aberta ao diálogo e a negociação", disse na altura à Lusa o secretário adjunto do SINPROPCN, Délio Gomes.

 

O comunicado da TAAG adianta que foi estabelecido o compromisso de manter as sessões "para a boa resolução de questões laborais e preocupações relacionadas com o desenvolvimento da companhia".

 

 



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