Luanda -  Os deputados angolanos assumiram funções esta sexta-feira. Entre os eleitos estão 90 deputados da UNITA, partido que não reconhece os resultados eleitorais que deram a vitória ao MPLA, do presidente angolano João Lourenço.

Fonte: CNN

"O sentimento generalizado é que houve roubo de voto"

O presidente da UNITA deu uma entrevista à CNN Portugal (do mesmo grupo da TVI), recusando uma “contradição” no facto de o partido não reconhecer os resultados eleitorais, mas ainda assim ter assumido funções na mesma. Adalberto Costa Júnior refere que a UNITA tentou, dentro do período definido por lei, o que podia: “dentro deste período a UNITA apresentou provas que dão indicadores e resultados diferentes daqueles que a Comissão Eleitoral e o Tribunal Constitucional definiram”.

 

O responsável fala numa “recusa do tribunal partidarizado” em fazer a elaboração das atas, algo que diz vir do passado, alertando para a necessidade de se tomarem medidas, sob pena de o mesmo voltar a acontecer no futuro.

 

Adalberto Costa Júnio admite que o diferendo pode prosseguir para tribunais internacionais, ressalvando que o futuro do país deve existir “dentro e fora das instituições”, que agora diz estarem dependentes do MPLA.


“Os tribunais não quiseram fazer a avaliação das provas”, acrescenta, dando assim um exemplo daquilo que entende ser uma ligação do partido de João Lourenço ao poder judicial.

 

Questionado diretamente se pretende recorrer a tribunais internacionais, Adalberto Costa Júnior diz que esse cenário vai acontecer: “vamos, sem dúvida”, falando ainda de um ambiente “de muitas prisões, de muitas perseguições, de ameaças, de espancamentos, de libertação das liberdades…”

 

“O público não está contente. O sentimento generalizado é que houve roubo de voto”, sublinha.

 

A entrevista ao líder da UNITA decorreu no primeiro dia do novo parlamento angolano, com a oposição angolana a ter abandonado em bloco a sala do plenário da Assembleia Nacional, onde decorreu a reunião constitutiva da quinta legislatura por “quebra de compromisso político” do MPLA, no poder, que “impôs” um segundo vice-presidente ao parlamento.

 



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