Luanda - Uma equipa inspectiva afecto à Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA), encabeçada pelo chefe de Departamento de Segurança Alimentar da referida autoridade, Epifânio Joaquim, realizou na quinta-feira, 22, uma acção inspectiva no Hotel Presidente, que culminou com o encerramento de três suítes de diferentes classes e inutilização de diversos produtos, em consequência de inúmeras irregularidades registadas no referido hotel, “4 estrelas”, em Luanda.

Fonte: Club-k.net

De acordo com Epifânio Joaquim, durante a inspecção, que durou cerca de cinco horas, nos serviços de alojamento daquele hotel com 253 suítes, divididos em três tipologias – Suíte Presidencial, Suíte Deluxe Suite Júnior -, foram identificadas inúmeras infracções nas condições de acomodação de hóspedes (colchões em estado avançado de uso, manchas também nas almofadas, lençóis e almofadas decorativas em estado anormal e higiene deficitária), razão pela qual foram encerradas, temporariamente, três suítes, uma presidencial e duas Delux, para serem melhorados dentro de 48 horas.


Na cozinha, fez saber Epifânio Joaquim, foram encontrados dois produtos alimentares com datas vencidas, como folhas de massa da marca “Filo” um frasco de MIRIN, para além de diversos produtos alimentar mal acondicionado como mamão, goiaba, gindungo, tomate, pão e pimenta, sendo que, de seguida, estes produtos foram prontamente inutilizados pelos inspectores da ANIESA.


Ainda em diferentes áreas que abrangem à cozinha, foram registados sectores sem discrição específica (letreiro) que identificasse os tipos de serviços por cada área, assim como falta de sinaléticas informativas ou setas orientadoras nos corredores de acesso a alguns compartimentos. Em algumas destas áreas de serviço daquele hotel, foi igualmente registada falta de higiene nos armários para conservação de bens alimentares e não só.


As irregularidades detectadas na referida unidade hoteleira são passíveis de multas, disse o responsável da ANIESA, mas por uma questão pedagógica, com base no objectivo da micro-operação inspectiva levada a cabo de um tempo a esta parte, passa apenas por recomendações de melhorias à direcção do hotel, sendo uma acção inspectiva preventiva no sector.


No final da actividade inspectiva àquele hotel na capital do País, Luanda, disse Epifânio Joaquim, sempre no seu cordial sentido pedagógico de sensibilização, a equipa da ANIESA deixou recomendações à direcção do Hotel Presidente, representada por Paulo Abreu, à data da inspecção, para nas próximas horas serem resolvidas e melhoradas as lacunas identificadas, sob penas de sanções gravosas num período acima de 48 horas.

 



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