Luanda - Este texto é de carácter preventivo e imaculado não devendo ser rotulado pejorativamente, é meramente um prognóstico baseado na composição do Executivo e na trajetória governativa de 2017/2022, e nos resultados eleitorais a favor do MPLA nas eleições de 24 de Agosto de 2022.

Fonte: Club-k.net

É EXPECTÁVEL que o ritmo de crescimento económico para o quinquénio 2022/2027, seja superior ao histórico 4,5% mas não será o IDEAL para credibilizar o Executivo que ao meu ver saiu de um campeonato sobejamente victorioso.

Tem se dito que não importa o tamanho da victória mas sim vencer. Na política esta analogia não funciona pelo que, o tamanho da victória expressa a simpatia do eleitorado e, a forma como somos aceites pela generalidade.

 

O IDEAL para o quinquênio 2022/2027, é que o Executivo recupere os mais de 200 mil postos de empregos perdidos em função da pandemia, crie pelo menos até 2025, mais de 1.000.000 de postos de empregos, construa ou promova o aparecimento de pelo menos mais de 1.000.000 de fogos habitacionais.

 

Como se não bastasse, é EXPECTÁVEL que o Executivo construa mais unidas hospitalares de referência mas o IDEAL é que o cidadão encontre nestas unidades hospitalares toda assistência médica e medicamentosa. Dito em português simples, o IDEAL é que os cidadãos tenham acesso aos medicamentos de forma gratuita nas farmácias destas unidades hospitalares.

 

É EXPECTÁVEL que o ministério da economia servir-se-á da televisão pública de Angola e de outros órgãos de difusão, para divulgar uma série de programas e projectos que aos olhos dos mais críticos pouco têm servido a sociedade e a juventude em particular.

 

O IDEAL será se estes projectos conseguirem atrair parte da juventude que deambula pela cidade de Luanda vendendo nicho de coisas sem ganhar tostões, a regressarem para o interior com a garantia de que através do agronegócio terão condições dignas para viverem com as suas famílias.

 

Parte da juventude mais sofredora que deambula por Luanda é oriunda do interior pelo que, não há aqui qualquer mal que os mesmos voltem para as terras aráveis cumprindo os desígnios que foram elencados pelo saudoso Presidente, Dr. António Agostinho Neto.

 

Para mitigar o desemprego basta que o Executivo aposte nos 13 ramos do cooperativismo, invista na criação de pelo menos 2.000 cooperativas por cada província, incluindo no mínimo 50 membros por cooperativa, sem dúvidas atingirá um rácio de empregabilidade na ordem dos 1.800.000, postos de empregos superando a promessa dos 500 mil empregos.

 

No sector da educação o EXPECTÁVEL já sabemos. Consubstancia-se na construção de mais escolas, mais programas que serão noticiados pela TPA, mais nomeações de Directores, etc, etc…

 

O IDEAL no sector da educação é indubitavelmente o seguinte: Distribuição gratuita dos livros, seminários de capacitação de professores, bolsas de estudos para os melhores alunos e alunos em situações de vulnerabilidades, merenda escolar, aulas de recuperação em matemática, língua portuguesa, física, química e inglês, aumento salarial dos professores, jardins e parques escolares sem esquecer a questão da segurança.

 

A nível dos transportes o EXPECTÁVEL é que haja mais autocarros para Luanda. Se os pressupostos em epígrafe forem consumados Luanda registará uma exígua diminuição populacional, aí sim, os novos autocarros serão benéficos.

 

Também é EXPECTÁVEL que em 5 anos o Executivo não vai acabar definitivamente com a fome e a pobreza, mas é IDEAL que o Executivo mude de postura chegando mais próximo do cidadão conforme vimos alguns líderes do MPLA fazendo durante a campanha eleitoral. Pelo menos temos que inverter a nossa ideia de política de proximidade para o realismo.

 

Sem competência para exigir nada, o IDEAL é que o Presidente da República saiba fazer uma minuciosa avaliação dos seus 100 dias de governação e dos seus auxiliares, na eventualidade de atingir o EXPECTÁVEL e não o IDEAL tome medidas cirúrgicas.

 

Por: Edson de Sousa Manexi

 



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