Lisboa – A comunidade angolana na África do Sul endereçou este mês uma missiva ao Presidente da Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço com copia a varias entidades solicitando o afastamento do Cônsul Geral de Angola na cidade do Cabo.

Fonte: Club-k.net

Na missiva datada de 5 de outubro e assinada por Manuel Panzo, o Presidente do Congresso de Estudante e Comunidade Angolana (CECA), foram enumeradas as motivações que levam os angolanos a pedir a exoneração de Sebastião de Carvalho Neto a frente da missão consular na cidade do Cabo.

 

A comunidade identifica o cônsul Sebastião de Carvalho Neto “como um grande bloco para felicidade, progresso e prosperidade dos compatriotas residentes nesta província sul africana” e responsabilizam o mesmo como o culpado pela falta de documentos de muitos cidadãos angolanos, como também o acusam de ter transformado o consulado numa célula do MPLA.

 

“Um grande número de compatriotas Angolanos continuam sem os seus documentos domésticos como assento de nascimento , bilhetes de identidades assim como passaportes. Tudo isto acontece devido a má gestão desta missão diplomática que tornou-se mas numa célula do partido governo ao invés de uma instituição do estado Angolano que existe para servir a comunidade e promover investimento para o país”, lê-se na carta do CECA.

 

No ponto de vista do CECA, “tudo isto acontece porque temos um cônsul”, pautado nos cinco pontos que enumeram:

 

- Não productivo, arrogante, promotor de descriminação entre Angolanos Ex-Refugiados e emigrantes (Estudantes), situação que está trazendo divisão entre os membros da comunidade Angolana residentes neste país.

 

- Abuso de poder, nepotismo assim como tem promovido exclusão no nosso seio.

 

-Ė bem visível clima de terror no interior da missão da diplomática.

 

- Nunca mostrou interesse em trabalhar com as organizações cívica, senão com as células do partido no poder nesta cidade, e quando reúne com as mesmas diz que reuniu com lideres da comunidade Angolana, quando é falso.


- As audiência são concedidas as pessoas de sua conveniência. Quando trata-se membros da comunidade Angolana ou lideres de organizações cívicas não aliados a ele, não cede-nos, por duas vezes pedimos e não fomos recebidos por ele, não porque, não teve tempo, mas sim por ser arrogante e ignorante. Este Senhor é um agente infeccioso com objectivo de destruir há boa relação e a união entre os membros da comunidade Angolana nesta cidade.

 

De acordo com o CECA, “Todos estes motivos levaram a sociedade civil Angolana nesta cidade, a organizar uma marcha –pacifica mostrando o seu descontentamento e pedindo as autoridades acima citada o despedimento imediato das funções de cônsul geral nesta cidade o Sr: cônsul geral Sr: SEBASTIÃO DE CARVALHO NETO, por ser um homem, anti- patriótico, autocrático e preocupado apenas com a sua própria pessoa e não com os demais”.

 

Segundo os subscritores da carta “A comunidade precisa de alguém que manifesta interesse ou vontade de trazer soluções praticas para os seus problemas e não alguém que quer falar apenas de sua biografia, porque biografia não resolve problemas. Queremos alguém que trabalha para a comunidade e com a comunidade e capaz de pôr os interesses dos Angolanos acima dos partidos políticos, e, em conjunto darmos soluções aos problemas existentes no seio da comunidade”.

 

Segundo fonte do CECA, a carta deu entrada na embaixada de Angola em Pretoria as 12h do dia 3 de outubro com o numero 620. A fonte adianta que na ausência de resposta tendo em conta que no proximo dia 18 vai se completar duas semanas, o CECA poderá promover uma manifestação em frente a embaixada de Angola em Pretoria como forma de fazer pressão as autoridades angolanas.

 

 



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