Luanda - As capas das edições do Jornal de Angola, nos dias 8, 12 e 23 de Outubro, foram marcadas por chamadas sem relevância noticiosa, por se tratar de um "auto-consumo", em que o presidente do Conselho de Administração, Drummond Jaime, é destaque, uma atitude que "atropela" as regras editoriais.

*Carlos André
Fonte: Club-k.net

Drummond Jaime ao "orientar" aos editores de fecho da edição, em dar destaque na capa das suas actividades, enquanto gestor, é um claro sinal de promover a sua própria imagem, com objectivo de ganhar visibilidade e notoriedade visando a sua recondução na liderança do Conselho de Administração da Edições Novembro EP.

 

Um jornalista da empresa disse, sob anonimato, que o Jornal de Angola se transformou em "panfleto de propagada", a favor de Drumond Jaime, e "não é jornalismo", o que é desprestigiante para o principal título da empresa.


O actual presidente do Conselho de Administração da Edições Novembro EP procura com esta iniciativa, institui o jornalista que garante já ter sofrido da "arrogância e sarcasmo" por contrariar Drumond Jaime em actos, é somente uma tentativa de influenciar quem tem poder de decisão para conduzi-lo no cargo.


Um outro jornalista chegou a afirmar que o "PCA está obcecado com o cargo", não estando preocupado com um conjunto de regras que norteia o funcionamento do de uma primeira página do jornal. "É uma espécie de concorrência ao Presidente da República, João Lourenço, estar-se a colocar na primeira página, para mostrar de que está a trabalhar e ganhar notaridade".


"Ele quer a todo custo mostrar que tem excelentes relações com diplomatas acreditados, em Angola, e influência social, agindo em interesse pessoal e não da empresa", enquanto se aguarda pela nomeação dos novos conselhos de administração.


Os jornalistas da Edições Novembro têm estando a lamentar, nos grupos do WhatsApp e em privado, a postura assumida por Drummond Jaime em tornar o Jornal de Angola num "panfleto de propaganda" pessoal, o que não contribuiu para elevação da qualidade editorial, provocando a redução de leitores.


O actual presidente do Conselho de Administração da Edições Novembro EP chegou à empresa com um discurso "humanista", com ideias de criar um fundo para o pessoal, mas, rapidamente, mudou de comportamento, ao constituir "pequenas ilhas", os que estão do seu lado, com algum cariz tribalista, e do administrador de conteúdos, este que foi "afastado das funções a favor" de Cândido Bessa, conforme relatos dos trabalhadores da empresa.


Nas empresas Rádio Nacional de Angola, Televisão Pública de Angola e Angop, citaram como exemplo, os presidentes dos conselhos de administração não estão aproveitar "os canais de comunicação para fazer auto-consumo", mas no Jornal de Angola esta prática está a ser recorrente com Drummond Jaime no centro das atenções, num grosseiro atropelo às regras do jornalismo.


De realçar que Drummond Jaime tem como conselheiros conceituados jornalistas como são os casos de Luísa Rogério, Honorato Silva e Raimundo Salvador, mas que no têm tido coragem em aconselhá-lo a não seguir por esta linha de promoção. "Se está a fazer um bom trabalho, achando que o cargo está garantido, não precisa estragar a linha editorial do jornal para se promover".



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