Lisboa – Está merecer atenção, em meios da magistratura angolana, o caso de um procurador da 5 secção do Tribunal Província de Luanda “Dona Ana Joaquina”, Luís Bento Júnior, que é há mais de cinco anos Presidente e pastor da suposta Igreja Casa de oração e Ensinamento da Palavra Rhema.

Fonte: Club-k.net

Luís Bento Júnior, é o magistrado que trabalhou como Procurador da República no município de Viana, e que em 2019, surgiram relatos na imprensa de que teria sido afastado junto com o comandante local da Policia Nacional, devido a problemas relacionados a usurpação de terrenos. Dizia-se que os dois tinham sido acusados pelo advogado Jorge Castro Van-Dúnem de estarem envolvidos num esquema de usurpação de um terreno dos camponeses.

 

O debate a volta do tema é se os procuradores podem ser pastores, foi levantando tendo em conta que estes magistrados do ministério público, é quem tem instruído processos de encerramentos de Igrejas em Angola, havendo receios sobre uma eventual atitude de “parcialidade”.


Algumas fontes consultadas pelo Club-K, dizem que não “podia” porém, outras aludem que a lei é omissa e “pode desde que não assuma funções de representação na Igreja”.

 

Até aqui não se ouvia falar de casos de procuradores, juizes ou generais exercendo funções de pastores em igrejas. De acordo com apurações, havia em 2019, o caso de um antigo director nacional da luta contra espionagem do SINSE, João Maria de Freitas Neto que era Pastor de uma Igreja ligada a cidadão brasileiros.

 



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