Lisboa – O Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, general Francisco Pereira Fortado, está a ser interpretado devido a algumas recentes diligências como inclinado para entrar nas atividades de prospecção de diamantes e outros minerais valiosos no sul do país.

Fonte: Club-k.net

Em mês de Março, Francisco Furtado legalizou um terreno de mais de 10 hectares, na conhecida “zona de diamante, ouro e turmalina”, no município do Cuvelai, província do cunene, alegando propósitos agrícolas. Fontes conhecedora do assunto, suspeitam que o proposito final seja para a prospecção e exploração de minerais existentes naquela região.

 

O município do Cuvelai, é agora notado como rico em recursos minerais. A exploração de diamantes tem sido feita de forma artesanal na margem do Rio Cuvalei, mas sem regularidade.  O ouro, segundo apurou o Club-K, é o mineral que no momento tem mais atraído as atenções de alguns exploradores artesanais que são visto com frequência.

 

O general Furtado começou a manifestar interesse pela zona depois de ter efectuado uma viagem nesta região, em Fevereiro deste ano, na cidade de Ondjiva, para reabertura da fronteira Angola/Namíbia. O governante terá manifestado o interesse pelo terreno que lhe foi cedido, e no mês seguinte a Governadora Provincial Gerdina Ulipamue Didalelwa, facilitou a legalização do mesmo em seu nome.

 

Em meios que acompanham o assunto, fala-se em possível trafico de influencia visto que a alta patente da Casa Militar, apenas conseguiu o terreno (legalizado em tempo recorde) devido a sua posição de figura do gabinete presidencial.


Em 2008, ao tempo em que exercia as funções de Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas (FAA), general Francisco Pereira Furtado, foi citado pelo portal Noticias Lusofonas, como um dos putativos notificados pela Procuradoria Militar por suspeita da prática de exploração ilegal de diamantes no município da Nhareia (Bié) por uma empresa de que é suposto ser proprietário.


No referido processo, o general Francisco Pereira Furtado teve como companheiros cerca de dez generais das FAA e altas patentes da Polícia Nacional (PN) acusados de possuírem dragas naquela parcela do território nacional.

 



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