Luanda - O Governo angolano admite a possibilidade futura de privatização da operadora de telecomunicações Unitel, cuja nacionalização, em Outubro, visou proteger os interesses públicos nesse activo estratégico, disse, esta sexta-feira, em Oslo, Noruega, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás.

Fonte: VOA

De acordo com o governante, "se o Estado decidir alienar estas acções, claro que o fará sempre, como eu disse, com a intenção dela ter mais estabilidade, mais eficiência, e utilizará de certeza as instituições especializadas e legais do país para a sua alienação, como é o caso do concurso público".

 

Diamantino Pedro Azevedo respondia à perguntas de jornalistas no final da visita de Estado de dois dias, realizada pelo Presidente João Lourenço à Noruega.

 

Tratando-se do órgão de tutela ministerial da Sonangol, accionista da Unitel, o ministro referiu que a nacionalização visou, também, dar maior estabilidade à empresa e garantir um funcionamento eficiente da mesma, a fim desta cumprir com todas as suas funções empresariais.

 

"A nacionalização da operadora angolana de telefonia Unitel visou, somente, a protecção de um activo estratégico para o Estado", afirmou.

 

Em Outubro deste ano, o Estado angolano, através de de um decreto presidencial, tomou para si os 50 por cento das acções da operadora Unitel, detidas em iguais 25 por cento pelos então sócios Isabel dos Santos e Leopoldino do Nascimento, através das empresas Vidatel e Geni, respectivamente.

 

A nacionalização ou estatização é o termo dado ao estabelecimento de posse e controlo estatal sobre uma empresa, serviço ou actividade até então sob domínio ou com particopação relevante de privado.

 



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