Lisboa  - A urgência que a PGR de Angola denota em emitir um mandado de captura internacional contra Isabel dos Santos, está a ser interpretado em meios externos que acompanham o tema, como estratégia visando contornar um pedido das autoridades holandesas que solicitaram que a mesma se apresentasse levando consigo relatórios da Sonangol.

Fonte: Club-k.net

HOLANDESES QUEREM FAZER A SUA PRÓPRIA INVESTIGAÇÃO 

Em Abril do corrente ano ao tomar conhecimento que Isabel dos Santos se encontrava na Holanda, a PGR de Angola enviou uma carta rogatória as autoridades daquele país solicitando que interrogassem a empresaria. O interrogatório seria a volta de uma empresa Esperaza Holdings na qual Isabel dos Santos e a Sonangol detém participações. A Esperaza Holdings é sócia da portuguesa Galp.

 

A PGR reclama que a Isabel dos Santos nunca pagou dividendos (lucros) a Sonangol provenientes da Galp. Em varias entrevistas, Isabel dos Santos deu garantias de que pagou 67 milhões de euros numa conta do Banco BIC Cabo Verde em nome da petrolífera estatal aos 17 de novembro de 2017.

 

Na sequencia do dito pelo não dito, a PGR angolana acionou a Holanda, país onde a empresa Esperaza esta registrada, para interrogar a empresaria. De acordo com apurações, as autoridades holandesas notificaram há poucas semanas Isabel dos Santos pedindo para que compareça no dia 23 de Março de 2023. Pediram-lhe também para que se faça acompanhar com os relatórios da Sonangol que possam comprovar pagamentos de dividendos que a sua empresa terá pago a petrolífera angolana.

 

De acordo com constatação, a PGR angolana não contava que a Holanda iria quer pedir relatórios da Sonangol, o que implica dizer que podem fazer uma investigação ou analise paralela destes documentos com risco de verificarem desvios de fundos e outras praticas de corrupção envolvendo membros do regime. É por estas razões que em meios que seguem o tema, suspeitam que o mandado de captura internacional tem o propósito de reverter a situação e com isso impedir que Isabel se apresente próximo ano na Holanda com relatórios comprometedores da estatal Sonangol.

 

Esta semana o PGR Pita Gros, anunciou que tomaram este decisão depois de terem perdido a varias meses o rasto de Isabel dos Santos. Em entrevista a DW, esta semana, Isabel dos Santos desmentiu que a PGR não a consegue localizar tendo relevado que a quando da morte do seu pai em Barcelona foi contatada e conversou cerca de uma hora com o General Francisco Furtado da Casa Militar e com o PGR Fernando Pitta Gros.

 



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