Luanda - O General Higino Carneiro comprou uma empresa regional do Estado brasileiro do Pará, a Puma Air. Segundo a imprensa brasileira, o empresário e deputado do MPLA prepara-se agora para transformar a Puma numa companhia internacional. Objectivo: fazer a rota entre Angola e o Brasil já a partir de Junho.


Fonte: Novo Jornal


O negócio foi facilitado com a presença de um parceiro brasileiro, já que o tecto legal para participações estrangeiras no sector brasileiro da aviação é de 20%. O empresário Gleison Gambogi de Souza, que trabalhou em Angola durante cinco anos (primeiro enquanto consultor, depois como sócio e vice-presidente da construtora Metro Europa), detém 80% da Puma Air.


 A Angola Air Services (de Higino Carneiro) assumiu os restantes 20%. Citado pelo conceituado diário brasileiro “Folha de São Paulo”, Gambogi confirmou que fez a sua “vida empresarial em Angola” (a Metro Europa chegou a ter em carteira 1 bilião de dólares em diferentes projectos), tendo estreitado relações com o ex-ministro das Obras Públicas durante o período em que viveu no nosso país.

 

Para já, a Puma decidiu não montar uma estrutura operacional mas alugar à companhia Gol/VRG um Boeing-767, com tripulação e tudo, numa modalidade conhecida como “wetlease”.


Como as regras brasileiras não permitem que uma empresa se aventure no espaço aéreo internacional sem que tenha experiência no mercado doméstico, a Puma foi obrigada a montar primeiro uma operação interna. Como já tinha base no Pará, a Puma escolheu a rota Guarulhos-Macapá-Belém. O voo também será feito com um avião da Gol, um Boeing-737. Por conta do risco envolvido no negócio, os contratos firmados entre a Gol e a Puma, prevêem pagamento antecipado, segundo o “Folha”.


A Puma nasceu com capital social de 5 milhões de reais, cerca de 2,8 milhões de dólares. Gambogi disse ter investido 25 milhões de reais (cerca de 14 milhões de dólares), sendo 20% de Angola (2,8 milhões de dólares) e o restante “do próprio bolso” (11,2 milhões de dólares), segundo citou o diário brasileiro. O consórcio espera agora as diferentes autorizações para começar a operar nas rotas definidas.



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