Lisboa - A recente exoneração do engenheiro angolano António Henrique da Silva, das funções de Presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial, foi antecedida por uma manifestação do próprio em colocar o cargo a disposição, no seguimento de episódios insustentáveis o teriam arrastado a saturação.

Fonte: Club-k.net

Apesar de os seus gestores serem nomeados por despacho presidencial, a direcção da Zona Económica Especial (ZEE) opera sobre dependência do ministério da economia e planeamento cujo titular é Mário Augusto Caetano João.

 

De acordo com apurações, nos últimos meses foram notados que o ministro teria deixado de recebe o PCA demissionário, remetendo toda comunicação entre os dois (Ministro e PCA), a mediação do diretor do gabinete do ministro Abel Pedro Van-Dúnem. Em Dezembro passado, Henrique da Silva teria comunicado que preferia colocar o cargo a disposição por alegada ausência de condições de trabalho.


Recentemente, o conselho fiscal da ZEE, recebeu orientações superiores para preparar um relatório sobre a atividade fiscal do transato ano da referida empresa. Ausente do país (alega-se que se encontrava a passar a quadra festiva nos EUA), António Henrique da Silva foi contactado no passado dia 9 de Janeiro pela Presidente do Conselho fiscal, Mankenda Abrosina André Ntitikato dando lhe 4 dias para apresentação de documentos e de uma contraditório, dos trabalhos que estavam a ser feitos. O Conselho fiscal, o terá comunicado que precisam da papelada com urgência para ser remetida a cidade alta, no dia 14 de Janeiro. Alega-se que mesmo a distancia terá podido enviar parte dos documentos que lhes estavam a ser solicitados. No dia 13, um dia antes da data que lhe fora dado os prazos, os serviços de apoio a presidência fizeram sair um comunicado anunciado a sua exoneração.


Após ao anuncio da exoneração, o ministro Mário Augusto Caetano João, recorreu as redes sociais para agradecer o afastado PCA pelo “empenho, dedicação e principalmente profissionalismo”, e lhe transmitir que conta com o mesmo para “ continuar a desbloquear o potencial de Angola e de seus talentos”.


Em reação pela mesma via, António Henriques da Silva, começou por escrever da seguinte forma. “Caro Ministro como sabe cheguei ontem de férias e hoje não obstante ao meu pré-anuncio em Dezembro tal como os demais recebi a notícia do fim da minha missão ( bem que podia no espirito aqui demonstrado ligar-me ou responder a minha mensagem). Contudo muito agradeço entretanto este seu elogio "público" que com certeza vai granjear muitos likes”


“Espero de igual modo agora que não sendo mais o PCA passe a ser possível dirigir-me a si directamente e não exclusivamente por via do seu Director de Gabinete como tivesse até aqui orientado. Quanto a contar consigo vou sim fazê-lo”, escreveu garantindo que “Continuamos a ser uma equipa, e por isso estar em campo, no banco ou na plateia torcendo, o mais importante será sempre por Angola vencermos os muitos desafios que temos pela frente”.


Em meios do ministério da economia as versões sobre o referido assunto tem estado a divergir em dois polos. Uma corrente justifica que Henriques da Silva foi afastado na sequencia de um pedido ao PR formulado pelo Ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, por razões não especificadas. Porém, uma outra ala justifica que o ministro Mário Augusto Caetano João, apesar de não ter nada pessoal contra si, o terá “apenas” tramado em solidariedade a antiga administradora da ZEE e agora ministra de estado Dalva Maurícia Calombo Ringote Allen, com quem António Henrique da Silva, cujas relações chegaram a ser tensas, há cerca de dois anos. “Ringote” é citada como alguém que passou a exercer forte influencia sobre o Mário Caetano João, que ainda se encontra em fase de afirmação.


Há poucos dias o ministro conferiu posse ao novo PCA da ZEE Manuel Francisco Pedro, e a um administrador executivo da mesma empresa pública Adriano Celso dos Santos Vaz Borja (sobrinho de Ana Dias Lourenço). De acordo apurações, o ministro Mário Augusto Caetano João excluiu da cerimonia quadros da ZEE que foram levados pelo antigo PCE António Henrique da Silva.

 

 



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