Lisboa – Raveeroj Ritchoteanan, o principal condenado no caso "burla tailandesa" beneficiou no mês passado de um perdão presidencial (amnistia). Em circunstancias normais, o mesmo teria passado a quadra festiva fora das grades, mas isso não aconteceu porque foi condicionado a pagar primeiro uma divida de 40 mil dólares a um primo do Presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo.

Fonte: Club-k.net

POR NÃO PAGAMENTO DE  DIVIDA A UM PRIMO 

No ano de 2019, o empresário tailandês Raveeroj Ritchoteanan foi condenado, pelo Tribunal Supremo de Angola, a pena única de 7 anos e 6 meses de prisão maior no processo que julgou uma tentativa de burla ao Estado angolano em cerca de 50 mil milhões de dólares. O advogado de Ritchoteanan é Carlos Salombongo, primo do Presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo.

 

Na sequencia da promulgação em dezembro passado, por parte do Presidente da República, da Lei da Amnistia que concedeu indulto às penas de prisão aplicadas a 91 cidadãos, o tailandês Raveeroj Ritchoteanan, foi um dos beneficiários deste perdão presidencial.

 

Até a semana passada, todos os beneficiários deste “perdão presidencial”, já se encontravam em liberdade expecto o tailandês Raveeroj Ritchoteanan. O bloqueio da soltura do empresário ficou condicionado a uma divida entre o mesmo e o seu advogado, que é primo do Presidente do Supremo. O advogado Carlos Salombongo reclama que este seu constituinte ainda deve-lhe 40 mil dólares como parte do pagamento pela sua defesa.

 

De acordo com fontes do Club-K, a soltura de Raveeroj Ritchoteanan terá acontecido neste sábado, 21, depois de uma intervenção do ministro do interior Eugénio Laborinho que fora alertado pelos serviços prisionais da “chantagem” que desrespeitava o despacho do perdão presidencial. Por conseguinte, Carlos Salombongo terá pedido ao seu tio Presidente do Tribunal que cedesse e ordenassem a assinatura da guia de soltura que devolveu a liberdade do empresário tailandês.

 

De lembrar que o advogado Carlos Salombongo, para além de primo do Presidente do Supremo Joel Leonardo, é igualmente seu assessor no Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), órgão de gestão e disciplina dos magistrados.

 

A mistura com que procedem das ligações familiares e profissionais existente tem gerado preocupações visto que como assessor, este advogado pode influenciar sentenças juntos do Tribunal Supremo que envolvem os seus constituintes.


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