Lisboa – Recentemente exonerado do cargo de comandante da Unidade de Segurança Presidencial (USP), o tenente-general José João “Maua”, 67 anos, foi na manha desta segunda-feira (23), objeto de vexame durante uma parada de quartel em que o mesmo se dirigia para tropa no momento da sua despedia.

Fonte: Club-k.net

Ao proferir as suas palavras de despedida e de agradecimento pelos seus 20 anos a frente desta unidade de proteção, o oficial general contava com uma reação dos soldados que simbolizasse carinho pelo mesmo. Ao contrario, durante todo momento a tropa manteve se em silencio, e em nenhum momento bateu palmas para quando o mesmo falasse representando desprezo contra o mesmo.


No cargo desde 2002, há muito que o general José “Maua”, deixou de ser um comandante empenhando nas suas tarefas. Por conta desta observação, os soldados deixaram de se rever no mesmo razão pela qual aplaudiram a sua substituição pelo brigadeiro Yava Zeca Felix, que até então respondia pela 6ª repartição da USP, encarregue pela contra- inteligência do palácio presidencial.


Nos últimos anos, “Maua”, manifestava fatiga e quando conduzisse reuniões prolongadas acabava por cochilar. Quadros que com ele trabalhavam notavam que o general “Maua”, já não lia os documentos que lhe chegavam a mesa. Um antigo diretor de gabinete identificado por cornoel Carlos, já falecido, deu-lhe a dada altura documentos de propostas de promoção de um oficial sem que o mesmo tivesse lido, antes de assinar.


Segundo apurou o Club-K, uma das reclamações constantes da tropa da USP a volta da gestão de José João “Maua”, é baseada nas seguintes observações a saber:


Ocorrência de atraso nas promoções dos soldados. Há reclamações de que a USP tem militares na casa dos 50/60 anos de idade com a patente de sargento mas que por outro lado não podem ir para reforma, porque a lei proíbe reforma a soldados que não foram graduados.


Falta de condições nas casernas (ar condicionado avariado e mau odor); registro de falta de beliche, nos dormitórios. No cacimbo, os soldados enfrentam frio sem que haja lenções para poderem se cobrir.


Alimentação inapropriada. Durante a gestão de João “Maua”, eram feitas duas refeições. Geralmente manda fazer dois pratos. Um para ele e os seus oficiais e outro para os soldados. A alimentação que manda servir para os soldados é descrita como “péssima”.


Não pagava os subsidio de viagens às províncias, apesar de que as finanças registrava liberização dos fundos. Pagava apenas subsídios aos oficiais, pondo de parte dos soldados.


No seguimento do clima desproporcional que criou, há relatos apontando para caso de soldados que terão invocado problemas de saúde, e depois de obterem as suas guias de dispensa de terão imigrado para Portugal.

 

 



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