Luanda - O casamento celebrado numa quarta-feira do dia 31 de Março do ano em curso, no museu de História Natural em Luanda, entre a chamada “candidata do povo” e os POC (Partidos de Oposição Civil), e o que escuto sobre ela na imprensa nacional e estrangeira, chamou-me atenção e forçou-me a reflectir e compara-la com a “grande” Ellen Jonson e a “possibilidade” dela ser a segunda senhora a orientar os destinos de um Estado Africano.


Fonte: Club-k.net


Se estou bem recordado, desde a descolonização Africana até a eleição e tomada de posse da Presidente Liberiana em 2005 e 2006 respectivamente, os 53 países independentes do Continente Berço da Humanidade, foram sempre liderados pelos Homens.

 

Esta tradição Africana, foi quebrada pela Ellen Jonson, uma mulher eleita e que agora chefia uma Libéria ("Terra Livre") fundada no século XIX por escravos libertos dos Estados Unidos da América e que também foi assolada por uma guerra civil a semelhança de Angola.

 

Pergunto: “esta realidade é apenas um caso isolado ou outras senhoras Africanas que pretendem dirigir os seus respectivos Países, incluído a Luisete Macedo, poderão dar sequência ao exemplo da mulher que derrotou o ex-internacional Africano Jorge Weha”?

 

As eleições gerais em Angola realizam-se em 2012 entre vários pré-candidatos está Luisete Araújo que diz ser uma potencial candidata ao segundo escrutínio geral em Angola, vinte anos depois do primeiro realizado em 1992, ano em que a saudosa Anália de Vitoria Pereira (Mama coragem) foi o primeiro rosto feminino no primeiro sinal democrático no País.

 

Para entrar na história da política Africana, Luisete Macedo Araújo, que agora ocupa o cargo de Secretaria Nacional para os Assuntos Políticos dos POC, que ainda não se sabe se poderá ser o cabeça de lista daquela coligação que viu rejeitada, pelo Tribunal Constitucional, o seu processo de inscrição para concorrer às eleições legislativas de 2008 por alegado incumprimento de requisitos legais, terá de “batalhar” no verdadeiro sentido da palavra, porque nomes pesados da política Angolana cruzarão a sua caminhada política até a altura das eleições.

 

A única concorrente ao escrutínio de 2012, até aqui, poderá  disputar o cadeirão máximo com figuras como José Eduardo dos Santos (MPLA), Isaías Samakuva ou Abel Chivukuvuko (UNITA), Lucas Ngonda ou Ngola Kabango (FNLA), Eduardo Kuangana (PRS), Filomeno Vieira Lopes (Bloco Democrático, extinta FPD), Vicente Pinto de Andrade (candidato independente, mesmo com aprovação da nova constituição), João Kambuela (tenciona ser cabeça de lista de uma coligação politica), Sediangani Mbimbi (PDP-ANA) entre outros elementos que poderão apresentar a sua candidatura para o próximo escrutínio.

 

Estas figuras mencionadas, pretendem igualmente viver e traçarem as suas políticas Governamentais na cidade alta para se inverter o actual quadro democrático e chamarem homólogos à Jacob Zuma (África do Sul), Kadhaf (Líbia), Barack Obama (Estados Unidos), Nicolas Sarkozy (França), Luís Inácio Lula da Silva (Brasil) e relançarem assim as relações bilaterais com outros Países Africanos e não só onde ainda existe uma espécie de braço de ferro entre Luanda e outras capitais.

 

No meio destes colossos está uma senhora que pode seguir na minha opinião o rasto de Ellen Jonson, até porque têm alguns traços em comum: “Confessa a mesma religião, luta pela emancipação, bate-se pelo bem-estar dos povos de diferentes grupos étnico- linguísticos, mas a realidade política, económica, cultural e desportiva das duas sociedades é totalmente diferente”.

 

A Libéria é uma República governada pela Constituição de 6 de Janeiro de 1986, que substituiu a constituição de 1847.

 

O chefe de Estado é o Presidente, eleito para um mandato de seis anos, sendo também o chefe de Governo. O Presidente nomeia os membros do seu Governo, que devem ser confirmados pelo Senado, só para sublinhar a realidade política da Libéria.

 

E, Angola é uma País Democrático e de Direito, obviamente, governada pela constituição que dizem não ser consensual, sobretudo com o modelo de eleição do ou da Presidente da República, aprovada em 21 de Janeiro do ano em curso.

 

O chefe de Estado será o cabeça de lista do partido ou Coligação de Partidos mais votado nas eleições gerais de 2012.


Estas e outras realidades forçaram-me a reflectir sobre o assunto e deixo a seguinte questão:


Luisete Macedo pode ou não ser a próximo Ellen Jonson em Africa?



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