Lisboa - Apesar da passagem da crise financeira mundial, o “saco preto” do grupo empresarial Media Nova encontra-se quase sem “mufunfas”, o que estará ameaçar a continuidade dos seus ambiciosos projectos. há quem diz que o saco esta mais leve do que nunca.  


Fonte: Club-k.net



ImageApós ter lançado alguns projectos nomeadamente jornais (O País e Semanário Económico), revistas (Vida, Chocolate, Mini Chocolate e Exame), rádio (Rádio Mais), um canal de televisão (Zimbo) e uma gráfica modernizada que custou cerca de 25 milhões de dólares, o grupo Media Nova está, de momento, sem recursos para continuar a financiar estes todos projectos.


Fontes próximos daquela instituição, que arrancou com um capital inicial de 100 milhões de dólares norte-americanos, garante que “o Grupo Media Nova esta sem verbas para continuar a financiar todos aqueles projectos”, uma vez que foi mais uma das vítimas, da crise financeira mundial que asolou a economia mundial.


O Club-K soube que esta meia-crise obrigou, no princípio, a direcção daquela instituição a terminar com contractos de trabalhos que mantinha com os técnicos estrangeiros de várias nacionalidades (espanhóis, portugueses, franceses, norte-americanos, brasileiros etc.), que rondavam de 10 a 25 mil dólares, além das regálias que estes desfrutavam.

A par isso, a Media Nova sentiu-se ainda obrigado a libertar-se de alguns contractos “meios-caxudos” com alguns funcionários angolanos como no caso do jornalista Alexandre Cose, agora de regresso à TPA, e entre outros.


Actualmente, com o aperto da crise, a referida direcção decidiu comercializar, ou melhor, vender alguns bens, no caso concreto de meios de transportes (viaturas e jipes), adquiridos na altura para apoiar os seus funcionários, que agora vivem num descontentamento total.


“Na verdade, o grupo esta sem dinheiro para custear algumas pequenas despesas. Por isso, é que estamos a despachar centenas de carros a um preço acessível”, assegurou desanimadamente uma fonte da direcção dos transportes ao Club-K.


O Club-K apurou que estes carros esta a ser secretamente vendidos, em prestações, de forma seleccionada para alguns funcionários “de confiança”, indicados na maior parte pela direcção dos transportes. O preço começa de 8 mil dólares, para um carro de marca Hunday Gets, para acima. “Temos várias marcas de viaturas como, por exemplo, Hunday, Suzuki, etc. Temos até mini-autocarros para quem quiser abrir um pequeno negócio”, garantiu ironicamente a nossa fonte. 


“Percebi-me, há dias, que o Grupo estava a comercializar viaturas e ansiosamente fui a correr para adquirir uma viatura de marca Suzuki e fui simplesmente barrado”, contou-nos descontentemente um jornalista do jornal O País.


Outra fonte, do Semanário Económico, confessou-nos ainda que, devido a falta de recursos, a direcção-geral daquela instituição viu-se também obrigado a retirar o Seguro de Saúde em alguns funcionários sem dar qualquer explicação viável aos lesados.


Portanto, ao tudo indica que o pesadissimo “saco preto” onde os gestores do grupo Media Nova – que surgiu com o propósito de produzir e distribuir conteúdos de média para a sociedade angolana – tiravam “mufunfas” para financiar os seus ambiciosos projectos está a ficar sem nada, ou melhor, roto.



Lucas Pedro, em Lisboa



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