Luanda - As vendedoras transferidas pelo Governo Provincial de Luanda (GPL) para o “Mercado Esperança”, no Zango-4, no município de Viana, em Luanda, clamam pela abertura urgente dos armazéns no local, sob pena de voltarem a vender nas ruas, onde estão a ser retirados no quadro do reordenamento do comércio em curso na capital do país.

Fonte: Club-K.net

O “Mercado Esperança”, com mais de 30 hectares, está aberto aos camionistas, armazenistas e importadores de mercadorias, bem como a todos aqueles que quiserem lugares para vender produtos a grosso e a retalho, de forma organizada, fora dos pontos proibidos pelo GPL.

 

Os feirantes que advogam a criação de mais serviços no referido mercado pedem também a segurança do espaço, por isso, solicitam às autoridades a instalação de uma Esquadra da Polícia Nacional (PN), com vista a desencorajar possíveis assaltantes dentro e arredores do recinto de vendas.

 

Entretanto, a administradora do mercado do Zango4, Micaela da Costa disse ao Club-K dos serviços actuais e de contactos avançados para a colocação de um piquete de polícia.

 

Micaela da Costa encoraja, no entanto, aos vendedores transferidos a denunciarem qualquer cobrança de dinheiro para obter um lugar no mercado do Zango-4.

 

A administradora do Mercado Esperança assinalou que continua a ser feito o cadastramento e cedência de espaços aos antigos, novos e vendedores provenientes de outros mercados, sem espaço para albergar os demais sectores de venda a custo zero, numa primeira fase.

 

“Nas últimas quatro semanas, o trabalho tem sido pesado”, disse Micaela revelando que “recebemos diariamente centenas de pessoas, entre vendedores, concessionários e outros, que estão abandonar os pontos de venda desordenada e proibidos pelo Governo”, um trabalho, segundo a responsável, “começa a partir das 7h00 e terminamos às 18h00”, frisou.

 

Micaela da Costa, falou do ritmo acelerado em que decorrem os trabalhos de arruamento, entrega de espaços aos vendedores de comércio interno, roupas e calçados, material de construção civil, lojistas, restauração, armazenistas, e aproveita apelar a todos, para na medida em que recebem os espaços, iniciem a sua actividade comercial, sob pena de perderem para outros interessados.

Sobre a venda desordenada no Distrito do Zango

Para Micaela, o reordenamento do comércio está a permitir com que no Distrito Urbano do Zango, com realce para às zonas do Zango 1 a 4, a redução da “venda desordenada” ao longo das principais avenidas e nas vias secundárias e terciárias.

 

“Era um caos ver a falta de espaços para as pessoas nas passadeiras, o trânsito apertado por conta das vendas, o lixo e cheiro nauseabundo , a corrida às vendedoras de fiscais e policiais, o perigo iminente de atropelamentos e mortes, enfim”, disse.

 

A administradora do Mercado Esperança disse que apoia os esforços do Governo Provincial de Luanda (GPL), na pessoa do seu governador, Manuel Homem, que “luta para manter Luanda limpa com uma venda ordenada e boa para se viver”.

 

Enalteceu também o empenho multissetorial dos órgãos afins, Administrações municipais e distritais, as administrações dos mercados, a Polícia, fiscalização, “só pra citar, no sentido de cada um fazer a sua parte, com responsabilidade, evitando qualquer tentativa ou proposta de corrupção, deitando abaixo todo esse trabalho até aqui coroado de êxito e para o bem de todos nós”, descreveu.

 

A administradora do Mercado Esperança, tido como o maior de todos no Distrito Urbano do Zango, garantiu a existência de lugares para todos interessados em efectuarem as vendas ordenadas.