Luanda - Centenas de camponeses decidiram sair às ruas neste sábado, 24, para uma manifestação pacífica defronte ao Governo Provincial de Luanda (GPL), contra a expropriação de terrenos por oficiais da Polícia Nacional (PN), Forças Armadas Angolanas (FAA) e altos funcionários das administrações municipais.

Fonte: Club-K.net

A concentração está prevista a partir das 8h00, para às 14 horas, o grupo marchar até à sede do Governo Provincial de Luanda, local do protesto, cujas autoridades, segundo os organizadores, já foram comunicadas em obediência à Lei das Manifestações.

Segundo apurou o Club-K, são camponeses dos Distritos Urbanos do Patriota, da Cidade Universitária, no município de Talatona, Belas, e os desalojados do perímetro do novo Aeroporto Internacional de Luanda “DR. António Agostinho Neto”, no Icolo e Bengo.

As figuras mais citadas pelas vítimas têm sido o subcomissário da Polícia Nacional, Joaquim do Rosário, comandante municipal do Talatona, tenente general Rui Ferreira, comandante da Região Militar de Luanda e do administrador, Rui Duarte, segundo disseram, usam o nome e instituições do Estado para benefício próprio.

Falando em conferência de imprensa na tarde desta sexta-feira, 23, o empresário Daniel Neto, porta-voz dos camponeses, disse que mais de dois mil camponeses estão mobilizados para no sábado protestarem contra a ocupação ilegal de terrenos.

Os camponeses da zona de 11 de Novembro, reclamam que, o comandante de Talatona, Joaquim do Rosário terá destacado num terreno de mais de 60 hectares, um aparato policial para proteger a vedação do espaço de camponeses localizado no Camama junto ao supermercado Kibabo, com vista a permitir a conclusão das obras do terreno “vendido a um cidadão chinês”.

Daniel apelou a participação de todos os camponeses vítimas de expropriação indevida, membros da sociedade civil, zungueiras e todos aqueles que se sentem injustiçados por este governo.

Na manhã desta sexta-feira, uma comitiva de camponeses acompanhados do seu advogado Salvador Freire dirigiu-se ao Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional (CPLPN), onde remeteu um ofício do comandante de Luanda sobre a presença de efectivos armados no terreno das camponesas no 11 de Novembro, pois as vítimas entendem que as autoridades estão a ser enganados dando protecção de um espaço em litígio com a finalidade de beneficiar um grupo que usa o poder da poder da força (PN, SIC, PGR e Administração).