Luanda - A presidente do Tribunal Constitucional (TC), Laurinda Cardoso, tem estado a “caxicar-se” junto do Presidente da República (PR) e Titular do Poder Executivo (TPE), João Lourenço, de modo a que este último mande abrir os cordões à bolsa pública e, sequentemente, agracie os juízes daquela corte suprema com casas de alto padrão em condomínios espalhados pela capital angolana. Quem dá nota da promiscuidade e sem vergonhice da juíza Laurinda Cardoso e do desrespeito à toga que enverga e à classe que representa é o site Club-k.

Fonte: Club-k.net

Os juízes, quais reles pedintes ao longo da Avenida Revolução de Outubro, estão de cócoras e mãos estendidas para o TPE e PR. É claro que nesta condição, os juízes do TC e tutti frutti jamais farão Justiça obedecendo às leis e à sua consciência. Vão necessária e obrigatoriamente obedecer às orientações de quem se prepara benevolentemente para oferecer um tecto condigno aos magistrados judiciais.


O trabalho dos juízes e a sua postura ficam agora (mais) condicionadas politicamente. Fica a confirmação da promiscuidade existente entre o sector da Justiça e o Executivo. Aliás, dever-se-ia transformar, já agora, o TC num departamento ministerial, sob coordenação directa do TPE e PR.


Daqui para frente vamos ter juízes sem vergonha a aplicarem as leis de maneira que favoreçam sempre e a todo momento o Executivo. Os juízes agora não vão deixar que os mais desfavorecidos tenham Justiça.


Os juízes angolanos - com a presidente do TC à cabeça - são desonestos e corruptos que se esqueceram que a sua relação com o Executivo deve primar pela independência e ser uma relação horizontal e não vertical.São estes mesmos juízes que vão promover a injustiça e caucionar decretos opressores lavrados pelo TPE e PR.


Temos, definitivamente, em Angola, uma Justiça servil, juízes sem juízo, sem moral, sem ética e deontologia. Juízes cobardes, bandidos e corruptos, salvo sejam algumas excepções que confirmam a regra.A Justiça angolana merece mais e melhor. Juízes como Laurinda Cardoso? Não, obrigado!


Nota: “Caxicar-se”, no português de Angola, significa fazer graxa, agradar alguém para beneficiar de algo em troca.


Post Scriptum: No meu último artigo intitulado “DEIXEM DE NOS MATAR” referi, erradamente, que o médico que, por negligência médica e descuido, “matou”, no Hospital Militar de Luanda, em 2009, o meu amigo escritor etnomusicologo, escritor e jornalista Jorge Macedo tinha ficado impune. Manda a verdade dizer que o referido médico chegou, afinal, a ser julgado e condenado pelo Tribunal.