Luanda - A palavra “comunicação” provém do latim comunicativo, de communis (comum), ação de tornar algo comum. Em português assume vários significados como: ação ou efeito de comunicar, participação, aviso, informação, convivência ou ainda passagem de um ponto para outro.

Fonte: DW

A comunicação é uma prerrogativa dos seres vivos que organizados em sociedades mais ou menos complexas desenvolvem relações individuais e coletivas proporcionais a essa complexidade, com objetivo principal de satisfazer as necessidades dos indivíduos em sociedade. Ou seja, pode-se entender a comunicação como uma atividade social que se manifesta sob várias formas de relações socias, com intercâmbio de informação em que existe participação de indivíduos ou grupos.


Por fim, comunicar é partilhar informação, ideias, atitudes, torná-las comuns a outros em processos mais ou menos interativos que podem ocorrer de várias formas.

Comunicação corporativa

A comunicação corporativa também chamada de comunicação organizacional, comunicação empresarial (como era inicialmente tratada) e comunicação institucional é um fator estratégico para todas as organizações que almejam o sucesso. E apesar de ser um ponto-chave no universo corporativo, muitas empresas acabam por não atribuir a devida importância para essa atividade.


Na realidade angolana, julgo eu, a história da comunicação organizacional tem estado a evoluir com o desenvolvimento econômico, social e político dos últimos tempos. Apesar de ainda, essa evolução, não ser satisfatória de modo geral. Qual a opinião do(a) caro(a) leitor(a)?


A comunicação corporativa ou comunicação institucional se resume, então, ao um conjunto de atividades que envolvem a gestão e integração de todas as comunicações — internas e externas — dentro de uma organização ou instituição, e que cria pontos de vista favoráveis ​​entre as pessoas das quais a organização depende. É por meio da comunicação corporativa, que se estabelece a imagem institucional.


Estrutura da comunicação corporativa

Em algumas literaturas que tenho tido acesso, faz-se “alguma confusão” em torno da comunicação corporativa. Em umas confunde-se com relações públicas, em outras com assessoria de comunicação.


Na verdade, falar de comunicação nas organizações é falar de comunicação interna e comunicação externa. Dentro da comunicação interna e da comunicação externa é que encontramos várias disciplinas como: relações púbicas, assessoria de comunicação, endomarketing, mídias sociais, cultura organizacional, dentre outras.

Comunicação interna


A comunicação interna é referente, fundamentalmente, ao fluxo de informações entre os colaboradores de uma mesma organização. Trata-se da transmissão e do compartilhamento de informações relevantes e estratégicas em um ambiente corporativo.

 

Essa troca pode ser feita tanto de forma vertical (entre superiores e subordinados e vice- versa) ou de forma horizontal (entre colaboradores de um mesmo nível hierárquico). Assim sendo, para que a instituição tenha as suas metas alcançadas, é fundamental que seja exercida uma comunicação eficaz entre todos que compõem a equipa.

A comunicação interna abrange a totalidade de informações disseminadas em reuniões, circulares, comunicados, e-mails, murais, normas internas, protocolos, ligações telefônicas, aplicativos de mensagens ou simples diálogos internos.


As mensagens emanadas pela organização precisam de ser claras e objetivas para evitar ruídos que prejudiquem o bom encaminhamento das atividades.
Outro ponto importante é construir uma cultura organizacional, pois ela prepara o “terreno” para a impregnação das informações.


Também é extremamente relevante difundir a visão, missão e valores da instituição junto ao quadro funcional, para que todos possam caminhar no mesmo compasso.
Em uma visão mais alargada, para desenvolver uma comunicação eficaz no âmbito interno é primordial o trabalho de endomarketing, que é um conjunto de estratégias e ações de marketing usadas para promover, incentivar e vender a imagem da instituição para os seus colaboradores.


Tratando-se de marketing interno, existe ainda o trabalho de encanto dos colaboradores em relação aos produtos e serviços da própria organização, pois o público interno pode ser o seu melhor cliente e ao mesmo tempo o melhor vendedor (ainda que não execute oficialmente esta função), em razão dele ser referência da instituição fora dela.


A comunicação interna é, definitivamente, uma ferramenta indispensável para o sucesso de uma organização. O seu conceito prega um relacionamento mais aberto, integrador e estreito com um dos (se não o) ativo(s) mais valioso(s) de qualquer instituição: os colaboradores. E isso é capital para promover um melhor serviço para os seus clientes, ter uma equipa mais engajada, ter uma cultura organizacional forte e uma instituição mais competitiva.


Comunicação externa

Por sua vez, a comunicação externa consiste em construir uma imagem pública que agregue resultados para a organização. Diz respeito às mensagens que a instituição emite à sociedade, a qual engloba os stakeholders (clientes, fornecedores, parceiros, potenciais investidores, instituições e órgãos de controle, enfim, todos com quem ela se relaciona ou mesmo por quem ela é vista).

A comunicação externa contempla todos os elementos comunicativos, desde a marca, o slogan, a fachada, até o posicionamento de mercado da companhia, o marketing, suas propagandas e divulgações, rótulos e embalagens, plotagem (impressão de grande formato) de veículos, kit press (cartão de visitas e outros materiais impressos), fatos relevantes, entrevistas concedidas, e mesmo opiniões e comentários em off (sem o objetivo de publicação), etc.


O modo como a organização se comunica determina a forma como ela é vista pelo mercado e interfere em seus negócios, bem como em seus resultados.
Por esta razão, a comunicação deve ser executada de maneira extremamente responsável, pois os seus reflexos podem ser positivos ou negativos. Portanto, é fundamental que seja exercida com profissionalismo e planeamento.


As decisões estratégicas de exposição da marca ou produto podem ser o grande trunfo para alcançar resultados em vendas. Mas a propulsão dos negócios é fruto do conjunto da obra comunicacional.

 

As instituições precisam conservar uma boa relação com a imprensa e com parceiros, assim como com a comunidade. São necessários assessores e porta-vozes muito bem preparados para terem uma boa performance ao realizarem declarações em nome da organização, seja em eventos, reuniões ou à imprensa.


A presença da instituição nas Mídias sociais tornou-se indispensável, no entanto, esses canais de comunicação devem ser utilizados de maneira eficaz, o que requer produção de conteúdo digital específico, com linguagem adequada (ou seja, de valor agregado) e interação com os internautas.


Especialmente em tempos de redes sociais, uma gestão comunicativa efetiva é ainda mais imperiosa, já que a qualidade e o correto timing de resposta para um problema ou não, podem ser determinantes para evitar uma crise de imagem ou reputação.


Portanto, a área de comunicação corporativa engloba muitas ações estratégicas, por este motivo, as organizações que visam o topo não devem negligenciar a sua importância.
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Por:
Valdemar Vieira Dias
CEO da VALMONTEIRO, Empreendedor, Especialista em Marketing Digital, Engenheiro Informático e Colunista.
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