Luanda - “O Comboio vai chegar à província de Malanje no primeiro trimestre do próximo ano”. Dizia Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó” enquanto Presidente da Assembleia Nacional.


Fonte: http://mukuta.bloguepessoal.com/

A nossa questão é - Onde está o Comboio?

Não posso acreditar que a cidade de Malanje seja a pior das cidades em Angola. Tal como não pode ser verdade que Malanje seja a das desesperadas cidades do meu País. Não por ser lá onde nasci e cresci, mas porque o carinho governamental está sempre presente, muitas vezes para “o inglês ver”, outras vezes para acalmar os ânimos. Mas também não é, uma “Grande Cidade”.


Hoje questiono-me como malanjino. Há razões da existência dos paupérrimos e famintos por que passam os irmãos? “Falo do nível miserável em que vivem os indígenas”. Que em Setembro de 2008 votou ao Partido no poder com 93 por cento.


Para mim, talvez porque – “cogito, ergo sun”, como falamos em Francês "je pense, donc je suis". Para os lusófonos “Penso, logo existo”.


Vivo questionando… sobre tudo, quando devo.


O acto, foi a viagem do Vice-presidente angolano, Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó” à terra em que fui nascido. O facto é antes a viagem e de igual modo a ausência do comboio prometido no dia 11 de Novembro de 2008. Olha que já passam 554 dias que correspondem a um ano e 6 meses.


Lembra-se, quando na celebração das festividades da independência naquele ano, “Nandó”, como presidente da Assembleia Nacional, disse e eu cito: “o comboio vai chegar à província de Malanje no primeiro trimestre do próximo ano”.


E então? 
Hoje Vice-presidente onde está o comboio? Ou era só política? Como é vulgarmente chamada. “Hoooo… Coque isso é polítiqueee!!!”


A propaganda, como sempre, passou na Televisão Pública de Angola – passou várias vezes e, eu gravei no dia 12/11/2008 pelas 16:40 minutos. Porque sabia, que, de um engano não passaria.


Um pai que menti passará sem crédito para toda vida, quanto mais um padrasto. Hoje, como reza a Constituição no seu artigo 131.º número 3, de que: “O Vice-Presidente substitui o Presidente da República nas suas ausências no exterior do País, quando impossibilitado de exercer as suas funções, e nas situações de impedimento temporário, cabendo-lhe neste caso assumir a gestão corrente da função executiva”. O vice-presidente falou-nos de consignação de obras de infra-estruturas integradas - redes de esgoto, drenagem e tratamento de águas pluviais, para evitar inundações de águas residuais nas zonas urbanas e suburbanas em Malanje

Com isso. Adeus aos poços, as vala e buracos de lixos.  


Senhor vice-presidente um ACTO e um FACTO – por favor não nos minta mais! Agora lembras-te desta nossa conversa? É aquela do comboio. Então, até quando vamos esperar? Sabe que o povo disse nesta última visita que estão descontentes? e pareceu uma boa estratégia em não falar com o povo. Porque “o meu povo exonera com palavras”. Faz tempo, mais chega-se ao zelo.


Olham que segundo, última versão da essência de Malanje é que vem de “dilage” um termo kimbundu que na tradução portuguesa é maluco. Como o plural no idioma Kimbundu inicia normalmente com o prefixo “Ma”, ficou assim “malaje”, quando o Colono na produção de café quisesse chamar um grupo de jovens reguilas – invés de chama-los em português “malucos”, chamava-os de “Malanje” colocando a consoante (n) numa pronúncia mal falada – invés de “Malaje” habitou-se com Malanje.


Não nos mintam mais! A nossa história é incompatível às incongruências, incompetências e aldrabices!  

Conclusão

Como podemos acreditar num subchefe do executivo se o que diz, tal como “O Comboio vai chegar à província de Malanje no primeiro trimestre do próximo ano”. Não se cumpri. O que pedimos é uma possível responsabilidade por vossa parte, porque como os temos mudam, hoje quem percebe às incongruências, incompetências e aldrabices perpetradas pelo executivo somos nós! Desta forma apelamos à perspicácia, eficácia e eficiência nesta iniciativa.  



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