Windhoek  - O ambiente de  indiferença que a UNITA vive não se resolve com a sua refundação , porque refundação implicaria mudança “radical” sobre a sua identidade e símbolos e esta “nova” força   deixaria de ser UNITA. Proporcionaria  saldo negativo para o partido em termos do  eleitorado tradicional. A UNITA terá de apostar no marketing por intermédio de consultoria internacional de modo a esvaziar seqüelas da propaganda negativa a que foi alvo ao tempo do conflito.


Fonte: Semanário Angolense


Image A UNITA ainda é dirigida por uma geração que participou na luta de libertação e que ajudou na sua fundação e uma re-fundação da mesma enfrentaria oposição interna e discórdia. Isso foi constatado no ultimo congresso, surgiram informações que o candidato Abel Chivukuvuku pretendia mudar os simbolos  do partido e isto causou-lhe conseqüências não muito boas na hora do voto interno.  Não creio que Samuel Chiwale  ou Ernesto Mulato aceitariam tais mudanças que equivalia os seis princípios básicos  defendidos desde a sua fundação em Munguai.

 

A refundação que se sugere em círculos internacionais  seria justificável  na ausência da actual geração que lidera o partido. A menos que fosse uma refundacao na presença do seu líder fundador como aconteceu no  VII Congresso Ordinário da UNITA, em que foi nomeado para  Secretário Geral do Partido, Adolosi Mango Alicerces que teve a missão de encabeçar o grupo que transformou o partido em maquina militar das matas  para aparelho partidário na cidade.


Sente-se uma onda de descontentamento interno da UNITA, sobretudo de  ex- militares ou militantes atirados ao desemprego e com desejo de saírem desta fase. Os mesmos gostavam  ver a sua situação social ou de inserção laboral  resolvida daí que entendem que a solução passa por alguém que faça da UNITA poder e a pessoa ao qual atribuem capacidade para enfrentar o MPLA é Abel Chivukuvuku.  Chivukuvuku é jovem, tem uma reação espontânea e coragem daí a razão da escolha. Porem para substituir um partido como o MPLA que nasceu da guerrilha e que passou a ter característica de inteligência requer, para ser vencido, um adversário que também   age como ele. Tanto Abel como Samakuva terão de penetrar no maquiavelismo do MPLA porque de contrario acabarão por fazer  o seu jogo, em ter uma UNITA dividida que servira de argumento para justificar qualquer resultado que no futuro lhe possa surgir de competição eleitoral.


Outra solução seria a UNITA bater-se para abertura da comunicação social em Angola ou a sua despartidarização  porque de contrario voltaremos a ver o que se observou a semanas atrás quando o Jornal de Angola manipulou discurso de Isaias Samakuva apresentando-o como apoiante do governo confundindo o povo.


* analista político



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