Lisboa - Autoridades angolanas estão a ser suspeitas de proporcionar um tratamento semelhante ao General Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, "Kopelipa", ao que aconteceu com José Eduardo dos Santos (JES), que, na sua última visita a Angola, viu-se impossibilitado  de sair do país e privado de tratamento médico em Barcelona.

Fonte: Club-k.net


PROIBIDO DE RECEBER TRATAMENTO MÉDICO NO EXTERIOR

Segundo apurações, o General Kopelipa luta há muitos anos contra um grave problema de saúde, necessitando de revisões médicas no exterior. Nos últimos tempos, tem apresentado sinais preocupantes de deterioração, como profundo emagrecimento, levantando receios no regime de que Kopelipa esteja a receber tratamento semelhante ao de JES, culminando num desfecho fatal. O General Dino, por sua vez, também é descrito como necessitando de acompanhamento médico especializado após uma cirurgia prévia à pandemia, cujo motivo o Club-K não conseguiu apurar.

 

Ao contrário de José Eduardo dos Santos, que demonstrou algum humanismo em questões de saúde envolvendo os presos políticos e outros, o regime sob liderança de  João Lourenço tem sido implacável no tratamento duro de presos políticos, adversários do regime e até mesmo de antigos companheiros que agora se encontram detidos ou são réus.


Críticos têm defendido que situações como a de Kopelipa poderiam ser atendidas por razões humanitárias, permitindo que pessoas nessas condições sejam acompanhadas pelos seus médicos, especialmente em deslocações a países com os quais Angola mantém acordos judiciais para evitar fugas de acusados. Razões humanitárias poderiam justificar a permissão para sair, sujeita a condições estabelecidas pelas autoridades judiciais, implicando o retorno do cidadão após o cumprimento do acompanhamento médico.


No ano passado, uma demonstração da falta de disponibilidade do regime de João Lourenço para questões humanitárias ocorreu quando Zenu dos Santos não foi autorizado a viajar para Espanha para estar próximo nos últimos momentos de seu pai.


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