Luanda - Hoje, ao completar 30 anos, não posso deixar de refletir sobre os desafios políticos e sociais que marcam a trajetória de Angola. A nossa nação, rica em cultura e potencial, enfrenta encruzilhadas cruciais que exigem a participação ativa de uma nova geração de líderes.

Fonte: Club-k.net

É imperativo que abandonemos os vícios políticos da bajulação, dando espaço à meritocracia fundamentada na capacitação académica e profissional. Os jovens líderes devem ser forjados no crisol do conhecimento e da experiência, não no favorecimento superficial, no amiguismo ou nas preferências do nepotismo.

Condeno veementemente a perpetuação de práticas políticas ultrapassadas. A bajulação apenas mina a integridade do sistema, comprometendo a verdadeira representação política e social do país. É hora de abraçarmos uma abordagem mais crítica e ética, colocando o interesse nacional acima dos interesses partidários.

A capacitação académica e profissional, deve ser a bússola que guia os líderes emergentes. Somente através do conhecimento e da competência, podemos construir uma Angola próspera, inclusiva e justa. Este é um chamado para investirmos na educação, capacitando a juventude a liderar com sabedoria e visão.

Ao contemplar o legado da velha geração de políticos, é evidente que temos a responsabilidade de moldar um futuro diferente para os angolanos. Devemos transcender as fronteiras partidárias e pensar no país como um todo. É tempo de priorizar a construção de uma Angola plural e inclusiva, onde cada cidadão tem voz e participação ativa nas decisões que moldam o nosso destino coletivo.

Apelo aos jovens para que elevem o país acima das disputas partidárias, abraçando a visão de uma Angola unida na diversidade. O futuro está em nossas mãos, e cada um de nós tem um papel vital na transformação positiva que desejamos ver.

Hoje, ao celebrar meus 30 anos, comprometo-me a contribuir para uma Angola melhor. Faço um apelo a todos os jovens angolanos: unamos nossas mentes e esforços na construção de um futuro onde a justiça, a igualdade e a inclusão sejam os pilares da nossa sociedade.

Juntos, podemos forjar uma Angola que todos possamos chamar de lar, uma Angola que verdadeiramente reflete o potencial e a diversidade de sua população.