Luanda - Provérbios 12:17 “Quando a verdade é dita, a justiça é feita; mas a mentira produz a injustiça.”

Fonte: Club-k.net

O dicionário Webster define a honestidade como justiça, verdade e estar livre de enganos e más intenções. Esta é descrição do carácter de uma pessoa que não mente, não cria armadilhas nem esquemas, e não rouba. A honestidade e a verdade incluem não à manipulação, falsificação ou más interpretações com a tentativa de enganar ou ter vantagem.


A honestidade não é só verdade, é também veracidade e inclui a intenção da verdade. O dicionário ainda diz que a honestidade e a verdade são genuínas, francas, puras e abertas, e produzem a transparência e a justiça nas nossas intenções e acções. São os valores essenciais do caráter de um ser humano, estabilizam e governam a alma, promovem e protegem a vida humana e toda criação na sua totalidade.

 

Não podemos separar a honestidade e verdade de Deus. As intenções de Deus para com a sua criação, em particular para com Angola são boas, de paz e amor honesto e verdadeiro e prosperidade, senão Ele não colocaria tanta riqueza no nosso país.

 

A honestidade é mais que verdade, tem a ver com razões e intenções. É uma voz da alma que está dentro de nós que nos sugere fazer o certo e o correcto, ao invés da mentira e da desonestidade. Não sei se o juramento que os políticos e governantes angolanos fazem é dizer e fazer “a verdade e somente a verdade, e defender a constituição” ou fazem um outro que o povo que pretendem representar e governar desconhece.


A honestidade e a verdade representam os maiores valores humanos para uma política e governação transparente e de justiça, que serve acima de tudo e de todos, os interesses do povo, e não da minoria, dos políticos e governantes que capturaram o estado a quase meio século.


A desgovernação, a corrupção, o enriquecimento ilícito dos políticos e governantes, e a pobreza e miséria do povo angolano é um problema espiritual que está na alma das pessoas. A política e a desgovernação em Angola não têm coração, só discursos vazios e mentirosos, programas desonestos e contaminados com más intenções, interesses individuais e de grupos de políticos e governantes que detém, de forma opressiva, o poder como forma de sobrevivência existencial.


O único remédio para tanta pobreza, miséria e desgraça da grande maioria do povo angolano é uma conversão dos políticos e governantes à honestidade e a verdade. Os orçamentos elaborados, aprovados e executados necessitam de honestidade e verdade bem como de estarem livres de más intenções. Qual é a razão do secretismo e protecção patológica político-partidária da dívida pública? Qual é o medo da abertura desta caixa da Pandora? Quais sãos os segredos que nela existem que os políticos e governantes não querem que o povo, o soberano, saiba? É verdade que os únicos que beneficiam com as dívidas ocultas são os políticos e governantes, que ideologicamente subjugam o povo na pobreza, miséria, dor e sofrimento.


Os discursos políticos, as leis e os inúmeros programas produzidos desde 1975 não conseguiram construir uma nação com política e governação transparente e justa, alicerçada na honestidade, verdade e inclusão de todos os angolanos. São quase 50 anos de soma de fracassos propositados porque sempre faltou a honestidade e a verdade.


Uma política e governação honesta e de verdade não produz leis injustas para a sua autoproteção e escudo contra o povo; não se sente ameaçada e nem cria esquemas de manipulação e fraude para sua sobrevivência, não adopta o princípio maquiavélico de que “o fim justifica os meios.” A honestidade e a verdade criam espaços diferentes e diversos de pensamentos, expressões e realizações. Mas onde abunda a mentira e a desonestidade tal desiderato é politicamente inconveniente, proibido e considerado uma ameaça.


Quando existe a ausência da honestidade e verdade a política e a governação são sustentadas pela prática da desonestidade, mentira, corrupção, fraude, manipulação, repressão e eliminação do diferente. Esta é a infeliz e malvada realidade da nossa nação.


Como é possível tanta riqueza produzir tanta pobreza, miséria, desgraça, dor, sofrimento e morte? O que é que está errado, o orçamento ou as pessoas que elaboram, aprovam e executam o mesmo? Os “iluminados” que produziram tantas trevas nesta nação nos ajudem a entender. Quantos orçamentos mais serão necessários para que o problema da grande maioria do povo angolano comece a ser resolvido?


A política e a governação angolana estão doentes e há 48 anos que sofre de um cancro que se chama “falta de honestidade e verdade.” Será que existe alguma virtude, dignidade e carácter em fazer política e governar um povo subjugado ideológica e partidariamente na pobreza, miséria, desgraça, desespero e sofrimento? Não, não existe porque na política e governação em Angola sempre faltou honestidade e verdade.


Provérbios 29:2,4,7 “Quando os honestos governam, o povo se alegra; mas quando os maus dominam, o povo geme…Quando o governo pratica a justiça, o país tem segurança, mas os governantes que gostam de subornos levam a nação à desgraça…Os justos se interessam pelos direitos dos pobres, porém os maus não se importam com isso.”


Por: Pr. Elias Mateus Isaac