Luanda - Ao analisar a situação dos hospitais municipais em Luanda, sinto-me compelido a abordar uma prática alarmante que afeta diretamente a qualidade do atendimento médico: o desvio de equipamentos, especialmente aparelhos de ultrassom, para centros médicos próximos, muitos dos quais são de propriedade dos próprios diretores desses hospitais. Este ato não apenas levanta sérias preocupações éticas, mas também configura uma possível prática criminosa.

Fonte: Club-k.net

**Desvio de Equipamentos e Propriedade Privada**


A transferência de equipamentos médicos dos hospitais municipais para centros médicos particulares é uma prática que merece uma investigação aprofundada. O foco principal desse desvio recai sobre os aparelhos de ultrassom, essenciais para diagnósticos precisos e acompanhamento médico.

 

**Custo dos Exames de Ultrassom e Possíveis Motivações**

A média de 10 mil kwanzas por exame de ultrassom destaca a relevância financeira dessa operação. A questão que surge é se a prática de desvio está relacionada a ganhos financeiros pessoais dos diretores, tornando esses exames acessíveis apenas para quem pode pagar, em detrimento da população que depende dos hospitais públicos.

 

**Acesso Desigual aos Serviços de Saúde**


O desvio de equipamentos médicos para centros privados levanta a preocupação sobre o acesso desigual aos serviços de saúde. Enquanto os hospitais públicos veem seus recursos minguarem, os centros médicos privados podem oferecer exames de ultrassom mediante pagamento, excluindo assim aqueles que não têm condições financeiras.

**Consequências Éticas e Legais**


Além das implicações éticas, é essencial considerar as consequências legais desse desvio de equipamentos. Configurar a transferência de bens públicos para entidades privadas como uma prática criminosa pode ser crucial para garantir a responsabilização dos envolvidos e a preservação da integridade dos recursos de saúde.

 

Corrupção nos Corredores da Maternidade Lucrécia Paím: O Escandaloso Envolvimento de Médicos e Seguranças na Venda de Sangue**

Caros leitores,

É com pesar e indignação que trago à luz uma trama de corrupção que está minando as fundações da ética médica e da segurança do paciente na Maternidade Lucrécia Paím. Não se trata apenas da venda de sangue, uma prática já deplorável por si só, mas também do envolvimento atroz de médicos e seguranças, que estão se aproveitando da vulnerabilidade daqueles que buscam cuidados de saúde.

**Médicos: Guardiões da Ética ou Cúmplices da Corrupção?**


O envolvimento de médicos na venda de sangue na Maternidade Lucrécia Paím é um golpe devastador à confiança na profissão médica. Ao invés de serem os guardiões da saúde, alguns médicos estão manchando sua própria ética ao participar de serviços irregulares e, pior ainda, falsificando documentos para encobrir suas práticas.


Esta situação vai além da mera quebra de confiança; é uma traição à confiança que os pacientes depositam em seus médicos. A venda de sangue, muitas vezes associada à falsa doação por parte dos familiares, coloca em risco a vida dos pacientes, minando a integridade do juramento hipocrático que os médicos fazem.

**Seguranças: Falsificando Documentos, Vendendo Enganos**


Os seguranças, que deveriam zelar pela segurança física dos pacientes, estão se tornando cúmplices na venda ilegal de sangue. O escândalo atinge proporções ainda mais chocantes quando se descobre que estão falsificando provas de documentos, dando a entender que familiares fizeram doações de sangue legítimas, quando, na realidade, não fizeram.


Essa falsificação não apenas corrompe o processo de doação de sangue, mas também desencadeia um ciclo de desinformação que ameaça a saúde pública. A confiança nas instituições de saúde é minada quando até mesmo os registros médicos são manipulados para encobrir práticas corruptas.

Texto: Activista Baixa de Cassange.
Movimento Cívico em Defesa da Saúde.