"Todo o homem por natureza é um ser social" - Aristóteles.


Palavras-chave: Intimidade, percepção, expressividade e relações interpessoais.
Idioma: Português
 
I.

 
A vivência social, desde as épocas mais remotas, permite acumular um arsenal de informações, crenças, estereótipos e ostracismos decorrentes do próprio ambiente circundante. Na prática, faz-se das relações interpessoais uma troca permanente de ideias, valores e concepções moldadas, a partir de um aglomerado de interesses intrínsecos perpetuados pela concepção ética da sociedade na qual o indivíduo está inserido.
 
II.
 
As relações interpessoais não têm de, necessariamente, apresentar uma lista de valores e de regras, pois cada indivíduo, desde a tenra idade, adquire um conjunto de normas e de atitudes que lhe permitem adaptar-se ao meio.
Deste modo, a visão que cada indivíduo apresenta em relação a determinado assunto passa, necessariamente, pelo desejo mórbido de satisfazer as exigências sociais muitas vezes em detrimento da vontade do mesmo.
 
III.
 
A sociedade, através da sua composição ética, fornece ao indivíduo uma sequência de expressividade, quando este precisa emitir uma opinião em relação a determinado desejo da sua vida.
Neste contexto, o factor emocional suplanta muitas vezes a razão comportamental. Por exemplo, quando o João decide ir à festa com a Maria, não age por razão, mas sim por emoção sentimental.
 
IV.
 
Em suma, as relações interpessoais apresentam uma complexidade referente à intimidade.
Quando pensamos que o nosso amigo compreenderá facilmente os conflitos matinais no local de serviço, somos surpreendidos pela frieza dele, mas tal reacção não significa um descaso sentimental, sendo perfeitamente normal acontecer uma ruptura momentânea e um mínimo silêncio que poderá ser interpretado como falta de solidariedade.

* N'vunda Tonet
Fonte: Folha8

 



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