Luanda - Não há espaço em Angola para mais nenhum terceiro mandato pretendido pelo senhor feudal dona das terras angolanas. O terceiro mandato terá em breve a data definitiva do seu enterro. A sociedade civil e as oposições, juntos enterrarão o terceiro mandato para todo sempre, de contrário, as ruas do país que nos viu nascer esperam-nos a todos.

Fonte: Club-k.net

Só para variar, foi interessante ouvir um antigo jornalista da nossa praça, que a partir do exterior afirma ou deduz que, a culpa da sua presença na jantarada, seguida de farra grossa realizada em Lisboa, seria dos angolanos e em particular dos jovens que não se reveem na sua pessoa nem na pessoa do tirano homenageado.


Isso é uma inverdade, independentemente do ódio exibido em live pelo referido jornalista, isso mostra a todos, o quão desastroso foi o jornalista, que arrogantemente exige com ameaças que seus críticos provem o que afirmam!


Nota-se que o desespero bateu e bateu profundamente na consciência do jovem jornalista. Só que as exigências do jornalista em causa, não são possíveis de se provar, também, não é da responsabilidade dos críticos provar quando onde, quando e qual o valor monetário foi depositado aquando da eventual aquisição da sua consciência.
Uma vez que o regime angolano é conhecido por se manter de pedra-e-cal no mercado de compra e venda de consciências. Não importa a maneira como teria sido pago ou não o jornalista, é sabido que o regime tem múltiplas formas de honrar os seus compromissos com as consciências que adquire no mercado das consciências compráveis e vendíveis.


Vezes sem conta temos ouvido pronunciamentos altivos de alguns militantes pensantes da ala nobre do MPLA, que incansavelmente se debatem e lutam nas sombras para servir a luz. Acredito que não será agora, mas, num futuro breve, que daremos gloria a Deus por nunca ter abandonado o povo sofrido de Angola.


Ando a longos anos na luta pela democratização do país, e ainda assim fui perseguido, preso e julgado por uma tocaia montada a preceito pelas secretas comandadas na altura por pessoas de minhas relações pessoais, por isso, aprendi, que na vida, tudo que realizamos, tarde ou cedo definirá a conduta e o caracter de cada um.


Isso para parafrasear um pouco sobre a jantarada seguida de farra rija acontecida em Lisboa, A tentativa de branquear a face obscura do ditador provocou a ira das populações de toda Angola. A face do presidente do MPLA ficou pior e muito amaçada.


Por outro lado, a tentativa de branqueamento, ao invés de enfraquecer a luta do povo como eram as expectativas dos gestores do regime e seus convivas presentes na festança, provocou precisamente o contrário, a luta saiu mais fortalecida, Deus é justo.


Há pessoas que não creem verdadeiramente em Deus, essas pessoas, deixam de sonhar, quem não sonha morre em vida. Essa é a real situação por que passa o jornalista filho da nossa família de Malanje, o nosso filho, pois não o posso negar, ele é mesmo nosso filho e sobrinho, e o amamos de todo nosso coração.


Ele, ao tentar defender sem êxito, o grande Barceló de Carvalho, BONGA, esse gesto ajudou a descredibilizar ainda mais a imagem e a pessoa do jovem jornalista. O Bonga, para quem o conhece anos a fio como eu, sabe que ele não necessita de um defensor tão desastrado para protegê-lo, pois, o Bonga, conhece todos os caminhos que o levam junto das pessoas que o respeitam em amam em Angola, e ali se fazer ouvir. Bonga sabe que tem espaço de dialogo aberto 24 sobre 24 horas, junto dos que acreditam na sua verdade ou mesmo na sua eventual inocência.


Aqueles que se juntaram ao ditador na festança de Lisboa, sabem do ditado antigo, que diz o seguinte: se alguém perder alguma coisa material, na verdade não perdeu nada, se perder a saúde, perde bastante, mas, se perder a fé perde tudo.


E foi precisamente o que os convivas perderam ao juntarem-se a escumalha de bajuladores e agentes das secretas presentes na festança.


Perdoem-me os novos amigos de João Lourenço, residentes em Portugal, sobretudo aqueles que se fizeram presentes na farra de Lisboa, mas, a minha mente não para nem se cansa de olhar a história e de interpretá-la com coerência e elevação.


Por isso posso afirmar que aqueles que se ajoelha perante o tirano que assassina o povo do seu país, não entrará no reino de Deus nem se assentará na mesa dos justos, pois, não passará de um zumbi que já morreu, só que ainda não sabe.


Por outro lado, e mudando de direção, a partir da província do Huambo, ouvi atentamente com elevado interesse, o discurso do presidente da UNITA.


Sinceramente fiquei feliz, e posso afirmar sem medo de errar, que Angola tem liderança fortemente preparada e capaz para enfrentar os futuros desafios que advirão certamente. O engenheiro Adalberto Costa Júnior, é o farol para alterar a correlação de forças e propor uma nova agenda de luta, que proporcione a mudança de rumo que o país tanto necessita.


Importa também exigirá do engenheiro Adalberto Costa Júnior, um tremendo esforço da sua parte, é importante que se desdobre em audiências e conversas com a sociedade, principalmente com as vozes discordantes da sociedade civil e dos nossos jovens, e procure a todos os níveis entendê-las. Pois, temos que sonhar juntos.


Percebe-se hoje, que a luta pela alternância do poder político ganhou novos contornos inspiradores, que, em consciência motivam-nos em crer, que podemos sim mandar o MPLA para oposição. Até mesmo no kremlin, a alternância do poder político é vista como uma realidade irreversível.


Pese embora as diferenças que se impõem, a verdade é que os angolanos se mobilizam cada vez mais em torno do engenheiro Adalberto Costa Júnior, de quem esperam alterações na composição das lideranças províncias da FPU. Não me refiro a exoneração ou não de entidades provinciais, apenas falo em acréscimos pontuais necessários, para apimentar o debate e a guerra das narrativas.


O cidadão aguarda a mais que provável alternância do poder político com absoluta normalidade. Essa vontade independe das cores partidárias de cada um, a união existe nas várias vertentes.


Algumas pessoas lutam pela alternância do poder, apenas para combater os bajús e suas sucursais, outros se debatem com afinco para derrotar a corrupção etc, isso ajuda os cidadãos a unirem-se num único propósito que passa pela aprendizagem de convivermos em liberdade uns com os outros, na terra que nossos ancestrais nos deixaram.


Estamos juntos