Luanda - Surpresa que nos deveria surpreender, diga-se de subtil raspão, se tal facto fosse inaugural nos anais da infantil história política angolana, porém não o é, devido às recorrentes tentativas amadoras empreendidas para o cumprimento, a todo custo, de tal desiderato. Um controverso tema desde a génese da fundação do Estado angolano e hoje merecer vénias e honras de pessoas que no sangue jorra divergência e nunca convergência mesmo em dossiês obrigatórios à existência da humanidade divergem sem dó nem piedade.

Fonte: Club-k.net

Se a maioria admite que finalmente há abertura, disponibilidade e possibilidade para democratizar um Parlamento que em “abi initio” deveria ser democrático, e não o é, em meu exclusivo entendimento, o exercício das prerrogativas constitucionais estatuídas na Carta da República e pelas demais leis que atribui competências à iniciativas aos Grupos Parlamentares, surpreende-nos um tema fulcral ter sido proposto pelo Grupo Parlamentar da UNITA e passou na generalidade com o voto a favor de quem cujo histórico legislativo, reservava-se a vetar iniciativas do grupo rival, não porque tais iniciativas eram de natureza deficiente e insalubres, mas porque provinham de um lado com o qual jamais manteriam relações ideológicas amistosas.

Duas perspectivas objetivas abrem-se e aqui assumo a ousadia de assim pensar no meu livre arbítrio, senão vejamos:

1. O preço que será paga está fatura nenhum dos angolanos estaria em condições a colocar-se à disposição para o efeito; sabe-se perfeitamente que em Política não existem almoços grátis.

2. Qual será a contra proposta que o MPLA exigirá da UNITA à passar na Assembleia sem às suas lamentações muito menos os ruídos necessários? Ouvimos e vimos à admissão do voto orientado pelo Presidente dos camaradas.

Para finalizar, questionámos, qual será a orientação de voto do Presidente dos maninhos na presença de uma proposta conflitante como a do possível terceiro mandato aventado por parte dos camaradas face à essa oferta dada de bandeja?

Obviamente que o dia seguinte dos angolanos não deve ser negociado às escuras, a lâmpada do conhecimento e da informação isenta é importante para que os angolanos saibam o caminho que deverão trilhar e as respetivas condições que lhes serão impostas.

Manuel Cornélio
23.05.2024