Luanda - Uma cidadã identificada por Sara Rosa Janota Rodrigues, viúva de um Coronel reformado das Forças Armadas Angolanas (FAA), Henriques Matias, acusa os filhos do malogrado de pretenderem receber a residência onde viveu com o malogrado durante cinco anos, no município de Viana, em Luanda.

Fonte: Club-K.net

O antigo oficial superior das Forças Armadas Angolanas, Henriques Matias (coronel) faleceu a 26 de Fevereiro de 2024, no Hospital Militar de Luanda, vítima de doença e viveu cinco anos com a dona Sara Rosa Janota Rodrigues, sem, no entanto, ter filhos com a mesma.

Ao Club-K, a mulher de 56 anos, lamenta que após a morte do marido, os filhos resultantes da primeira mulher já falecida decidiram que, até ao mês de Setembro deste ano, a mesma deve abandonar a residência onde viveu com o marido, facto que ela considera ser “injusto”, pois entende que mesmo não tendo filhos com o malogrado tem o direito de usufruir parte dos bens que deixados.

“A minha grande preocupação neste momento é saber onde vou viver, uma vez que os filhos dele exigem que tenho que deixar a casa, e eu não trabalho dependo dos meus filhos”, desabafou.

“Durante esses cinco anos que vivi com o senhor não trabalhei, até porque ele era contra isso”, disse dona Sara Rosa Janota Rodrigues, para quem já recorreu à Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (CSSFA), com vista a regularização da pensão, mas segundo a senhora não obteve nenhuma resposta satisfatória.

“Já recorri à Caixa Social, mas disseram-me que tenho que tratar a `união de facto´ e como não trabalho não consigo por falta de valores financeiros, bem como é preciso constituir um advogado, que também precisa ser pago”, disse.

Segundo apurou o Club-K, os filhos do coronel reformado Henriques Matias (falecido) foram recebidos na Sala do Tribunal da Família, onde foram atendidos pela senhora Ana Bela Freitas, que supostamente estará a dar cobertura aos mesmos com o propósito de favorecê-los em prejuízo da viúva.

A viúva Sara Rosa Janota Rodrigues apela aos órgãos de direitos a velar pela sua causa, para que sejam salvaguardados os seus direitos.