Luanda - Zaira Conceição é uma juíza sem juízo. É (muito) abusada. É brutamontes. É escandalosa. Ela sozinha protagoniza o “chinfrim” mais agudo que o de dez kinguilas a “xinguilar” de razão e raiva à porta de um caloteiro logo às primeiras horas da manhã. O escarcéu feito recentemente pela juíza Zaira Conceição vexa da forma mais humilhante e deprimente a classe a que pertence. Abusou do poder de autoridade. Provou que lida mal com o poder que a Lei lhe confere. Mostrou estar impreparada para desempenhar as funções que lhe foram confiadas para fazer Justiça.

Fonte: Club-k.net

Consta ser juíza da Primeira Secção da Sala do Civil Administrativo do Tribunal Provincial de Luanda. Penso que estaria muito bem como amanuense da referida secção e não como juíza. Até mesmo uma amanuense deveria saber que jamais poderia substituir os Oficiais de Justiça. Até uma simples amanuense sabe que é ilegal dar voz de prisão a quem não resista à autoridade ou não seja apanhado com a “boca na botija” (leia-se flagrante delito).

Zaira Conceição fez jus ao seu poder e ordenou a detenção de quatro cidadãos e a sua consequente recolha para cadeia. Entre os presos de Zaira Conceição o destaque vai para uma mãe com uma bebé ao colo. As imagens não mentem. Elas correm nas Redes Sociais. Mostram uma Zaira Conceição possessa e exibicionista a ordenar aos agentes da polícia que algemem a senhora com a criança ao colo.

Alguém deveria tirar a “vaidade” à juíza Zaira Conceição. Alguem deveria cortar-lhe as asas. Alguém deveria “acertar-lhe o passo” como deve ser. O que ela fez, não se faz. O que ela fez envergonha os magistrados judiciais dignos deste título. Desacredita os operadores de Justiça. Põe em causa o Estado de Direito. Não há magistrado nenhum de “cabelo branco” e autoridade para ensinar a “menina-juíza” Zaira Conceição como lidar com os cidadãos? É que a magistrada em causa - pelo espetáculo que deu a ver ao País e ao mundo - está mais para peixeira (com a devida reverência a estas profissionais) do que para magistrada.

Zaira Conceição deve ter certamente frequentado e concluído o curso de Direito com notas brilhantes. Deve ser “barra” no que respeita à interpretação da doutrina. Mas estou certo e seguro que é civicamente básica. Ética e moralmente vazia. O Conselho Superior da Magistratura Judicial deveria considerar a possibilidade de reavaliá-la, mandando-a novamente para a escola de Estudos Judiciários, sito no bairro Nova Vida em Luanda. Não basta ostentar um diploma. É preciso ter maneiras. Zaira Conceição é um perigo para Justiça angolana. É uma sem-noção indigna de envergar a toga de magistrada.