Lisboa - “Aqueles que foram corajosos no passado, devem continuar corajosos para fazerem a história. Não podemos conjugar a coragem de ontem com a cobardia de hoje”, Dr. Jonas Savimbi.


* Lucas Pedro
Fonte: Club-k.net

Centenas de jovens militantes da JURA, e não só, testemunharam e aplaudiram, ontem, de forma eufórica, na sede municipal da UNITA, no Cazenga, em Luanda, a apresentação da moção do candidato mais temido, ao cargo do secretário-geral daquela organização juvenil, Mfuka Fuakaka Muzemba. 


Com fito de expandir a base social de apoio aquele maior partido da oposição, o candidato diz ter núcleos criados nas escolas, especialmente em Luanda. “Com um bom trabalho de enquadramento, estes núcleos podem transformar-se em militantes activos da UNITA para a nova fase da luta”, assegurou o jovem Mfuka, 29 anos, embora muitos deles, ao seu convite, já participaram, autrora, em algumas actividades da UNITA.


“Tenho acesso directo a instituições que podem apoiar a causa da UNITA, e acima de tudo tenho visão, a coragem e a experiência necessária para continuar a liderar a juventude angolana”, realçou.

 “Achei que seria mais útil ao país se me oferecesse para servir os angolanos directamente como líder político juvenil para implementar fielmente as directrizes do partido para a mobilização dos jovens”, alegou.

Visão.

Para esta organização, Mfuka Muzemba – que é tido como um verdadeiro “super-homem angolano” por milhares de  jovens universitários, e não só, por nunca se cansar em defender seus direitos sociais – pretende implementar, fielmente, o pensamento do líder fundador da UNITA quando dizia “A juventude deve voluntariamente tornar-se o baluarte das idéias da Direcção do Partido. A juventude tem de seguir a linha política do Partido...”.


Para o nosso interlocutor, esta será a primeira revolução a fazer nas suas mentes. Prosseguindo com a citação: “A JURA tem de ser o fermento no Partido e no povo. A JURA tem de defender os interesses do povo sofredor de Angola”, fim de citação.


“O próprio Jesus Cristo, um jovem revolucionário, disse que ‘um pouco de fermento leveda a massa toda’. Então, a JURA tem que levedar a massa juvenil angolana”, defendeu, salientando que “estes jovens nas ruas, sem eira, nem beira, são parte do povo angolano. Têm uma história e merecem um destino digno. Portanto, temos de enquadrar os roboteiros, os estudantes, os desempregados e toda a massa juvenil. Vamos fazer isso com novos métodos adaptados à vida urbana”.


E por outro lado adiantou pretender construir, controlar e expandir os núcleos e comitês da JURA, em cada beco, bairro, comuna, nos locais de residência. “Vamos penetrar nos sindicatos e pretendemos começar nas empresas de construção, que são aquelas que mais empregam e pior pagam. Influenciaremos as comissões sindicais e, estudar o funcionamento e a dinámica das comissões de moradores. Penetraremos nas,  associações culturais, profissionais e desportivas”, revelou.


No fito de enquadrar, segundo ele, o povo sofredor a fortalecer a sua consciência colectiva para o movimento reivindicativo nacional. “Com estas acções bem estruturadas, em breve, poderemos organizar manifestações e desafiar o autoritarismo ”, afiançou.


Com os ensinamentos do seu líder fundador que é “o quadro deve adaptar os seus conhecimentos técnicos à realidade”, Mfuka pretende aplicar os métodos de mobilização, para aquilo que chama de voto na mudança. “Propomo-nos a transformar a JURA numa máquina eleitoral permanente de recrutamento e formação de activistas e delegados eleitorais”, garantiu, além de pretender colocar nas ruas, todos os santos dias, as ditas “testemunhas da mudança”.


Posteriormente, segundo o mesmo, estes jovens activistas serão treinados para a função de controlo do voto, afim de colaborar com as instituições do estado e da sociedade civil nos programas de recuperação da juventude, promoção da mulher, protecção da criança e dos valores da angolanidade. “Vamos propor, também, fazer intervenção política nas áreas da educação, emprego, habitação, saúde, ordem pública e ambiente, de acordo com o programa e as orientações do partido”, afirmou.

A sua candidatura.

Já falando sobre a sua candidatura, Mfuka Muzemba, diz não ter, nada haver, contra com os outros candidatos, e defende que a sua concorrência ao cargo de secretário-geral, é de unidade. “Porque vejo a JURA como um comboio em movimento, que partiu em 1974, com muitas carruagens vazias para serem preenchidas por angolanos de todas as origens e línguas”, justificou, dizendo que “quando este comboio chegou a minha estação, em 2002, já trazia valorosos passageiros, jovens experimentados e dinâmicos com uma história, apesar das carruagens continuarem vazias”, ressaltou.


De acordo com o mesmo, estudo, durante cinco anos, o dito comboio - onde fez muitos amigos entre os passageiros – e preparou, em conjunto com a sociedade civil, novos métodos para angariar mais passageiros. “A adversariedade da campanha terminará no dia da eleição. Depois disso, ganhe quem ganhar, seremos uma só JURA e com uma só liderança”, sublinhou.


Se  for, transparentemente, eleito, segundo o mesmo, os seus co-correntes estarão entre os seus colaboradores mais próximos. “Juntos alcançaremos a vitória programada em Mwangai”, rematou. 


Nos próximos dias, este candidato se deslocará as províncias de Kwanza-Sul, Benguela, Huíla, Namibe, Huambo, Bíe, Malanje e Bengo, afim de apresentar o seu programa.



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