Luanda - O presidente angolano a muito vem sinalizado ter inúmeras dificuldades orientadoras na sua precária governação. Os sinais têm sido crescentes e cada vez mais ambíguos. Passados sete anos desde a sua subida ao poder, o chefe de fila do MPLA, não conseguiu entender o formato do país político-social pensado e criado durante o obscuro cenário do poder monolítico triunfalista.

Fonte: Club-k.net

Além do mais, existe o desgaste da imagem do regime e da sua atual estrela maior, que se encontra atualmente completamente ofuscada. Vistas as coisas noutra dimensão, deparamo- nos com o exagerado despesismo subsidiado indevidamente com as receitas financeiras, que sustentam a pesada máquina administrativa do aparelhado estado.


Somos um país que vive de empréstimos impagáveis, pois, as receitas adquiridas com a exportação do crude e diamantes, servem apenas para pagar juros dos empréstimos adquiridos. Isso significa dizer, que as políticas públicas da esfera económica são um estrondoso fiasco.


O único culpado dessa triste realidade é o MPLA, que insiste e persiste ser ao mesmo tempo executivo governativo e em simultâneo o maior empresário do país, além de posicionar-se igualmente como único dono do erário publico, que era suposto pertencer a todo angolano. Esses factores, agridem de sobremaneira o estado deplorável da economia, que por si já é demonstrativamente debilitado.


A equipe económica do regime tem produzido insustentáveis contradições nos estudos e avaliações apresentadas publicamente, essas adversidades, agridem a estrutura social, que de certa maneira inviabilizam a incrementação de política publicas inclusivas, que daí possam advir.


O executivo do MPLA, não entendeu ainda, que desenvolvimentismo econômico gera estabilidade econômica, desde que garanta estabilidade no campo e promove o crescimento da segurança alimentar.


Os economistas do regime e não só, precisam entender a actual Angola, só assim promoveremos programas criativos, para anular em definitivo as práticas parasitárias infletidas no modelo económico que possuímos.


O país sem segurança alimentar não herdará os preceitos favoráveis a democracia, e sem democracia, não há instabilidade social. Aliás, a segurança alimentar tem que ser vista e traduzida como assunto de soberania nacional.


Pensar o contrário disso seria criminoso. O estado além de ser, tem que parecer pessoa de bem. O governo do MPLA é criminoso, por isso, é preciso responsabilizá-lo e detê-lo em 2027. Por outro lado, todos os envolvidos no processo de luta pela alternância do poder político, aceitaram caminhar voluntariamente sob a liderança vigorosa de Adalberto Costa Júnior, por este apresentar, fortes probabilidades de ajudar a vencer as eleições gerais em 2027.


Apesar da eventual ausência por obediência constitucional da força intelectual da nossa praça, o Bloco Democrático está obrigado constitucionalmente a concorrer sozinha em 2027, isso não retira força na forma de agir da FPU.


Ainda assim, o engenheiro Adalberto Costa Júnior e a UNITA estão em melhores condições de ajudar arrancar a vitória ao MPLA em 2027.


Numa outra vertente, fica igualmente claro, que a sociedade civil se manterá atenta e acompanhará de perto o processo de mudança, essa condição ajudar-lhe-á a concluir que é importante abrir outras frentes de luta, com a única finalidade de inviabilizar a apetência do líder do MPLA de permanecer eternamente no poder.

Os sinais dessa maliciosa apetência, mostram-nos duas situações peculiares, que do ponto de vista institucional se tornam perniciosas: a primeira preocupação está claramente ligada ao medo que norteia a mente de João Lourenço, que teme sofrer represálias idênticas ou superiores as que impôs ao seu antecessor e a sua família sem esquecer os amigos de caminhada.


A segunda preocupação se deve ao temor de sair do poder sem a admiração e o respeito dos seus governados e também, por facilitar o crescente índice de corrupção em todo país. Enfim, João Lourenço é um presidente sem aprumo e não goza da simpatia dos angolanos e sobretudo por não ser o reconhecido nacional e internacionalmente.


De facto, o presidente do MPLA não é respeitado nem admirado até mesmo pelos seus acólitos da cidade alta.


Por outro lado, o presidente tem absoluta consciência que, caso seja substituído no poder por algum companheiro seu pertencente a atual direção do partido, certamente será perseguido juntamente com a sua família e seus condescendentes discípulos.


No meu entender, penso que é hora de se negociar e incrementar o processo de transição, chegou o momento de negociar com clareza e urgência as eleições autárquicas. É importante falar ao povo das reais intenções do MPLA e do seu presidente, sobretudo sobre as autarquias. É importante que o presidente da república venha a publico dizer o que lhe vai na alma, ninguém fora do seu círculo familiar e de amigos restritos, conhece o que de facto João Lourenço pensa dar aos angolanos, todos sabemos que em 2027 o MPLA será varrido do poder, a pergunta de uma nota de três kwanzas que não quer calar é; o país não vai descambar para o caos social? Em 2027 teremos um pais pacificado e em paz?


O momento de pacificar o país chegou, o MPLA tem que se adaptar a modernidade para se democratizar internamente, chegou a hora de negociar a transição do poder, isso não significa entregar o poder a alguma força política. Para isso existem as eleições.


O presidente da república dá sinais de querer fugir a todo custo das autarquias, e fraudar as eleições gerais de 2027!


A peregrinação do presidente do MPLA continua rumo ao hipotético terceiro mandato, João Lourenço está escudado pelos seus descrentes companheiros do Kremlin, judiciário, assembleia nacional, CNE do Manico e pelos seus meninos sitiados na cidade alta.


O soberano povo exige ser tratado com dignidade.


Apesar da existência de vozes de alguns fazedores de opinião afirmarem publicamente, que o problema de Angola, é apenas João Lourenço! Isso não reflete a real verdade dos factos, trata- se aqui de uma gigantesca patacoada, ou seja, isso é uma ridícula inverdade.


Posso afirmar sem medo de errar, que o verdadeiro verdugo dos angolanos não é apenas o presidente João Lourenço, (a “verdade” verdadeira) da culpa, não mora no pretendido enfoque da delirante inverdade apontada ao pres8idente do MPLA, a foice dessa ceara é maior, trata-se do MPLA.


Sem a pretensão de redimir culpas ao presidente João Lourenço, a verdade é que o regime não foi implantado pelos presidentes dr Agostinho Neto, engenheiro José Eduardo dos Santos nem pelo agora historiador João Lourenço. Todos sabemos que, o regime ditatorial foi implantado pelo MPLA.


O MPLA com João Lourenço, tem sido inegavelmente um estrondoso fracasso, o que me leva a repensar toda minha trajetória. No entanto, percebo e entendo claramente, que a vida em Angola se transformou numa inegável tragicomédia.


Sem falsas modéstias, arrojo-me em afirmar, que não existe logica, onde não há coerência, nem inteligência e respeito pela pessoa humana.

Não se pôde perder o foco, nem individualizar a culpa, ainda que se trate do fracassado presidente João Lourenço. A razão da nossa luta não pôde limitar-se apenas ao residente da cidade alta, o nosso voo terá de subir até a estrela amarela desfocada da bandeira rubro e preta do MPLA, só então, a nossa viagem rumo ao poder terminará exitosa.


É obrigação de todos nós mandar o MPLA para a oposição. Juntos temos a obrigação de perceber, que só obteremos a alternância do poder político, se juntos combatermos com tenacidade o MPLA até a exaustão.


Estamos juntos