Luanda - Empresário do ramo do entrete-nimento, Henrique Miguel «Riquinho», o patrão da Casa Real voltou a escrever ao Presidente da República para reclamar de pretensas injustiças contra si na relação com entes do governo, principalmente o ministério da Juventude e Desportos (MJD), e com altos funcionários da Presidência da República, nomeadamente assessores.

 

Fonte: Club-k.net

É a segunda vez que o faz :

Estrangeiros encheram os bolsos e se foram embora

A informação foi prestada ao Semanário Angolense por fonte do MJD, onde a preocupação é enorme por conta dos «estragos» que esta carta pode provocar. Fazendo fé na fonte que disse ter tido acesso ao documento, «Riquinho» refere que por entender que as suas pendências não são resolvidas, não teve outra alternativa Senão escrever ao Chefe de Estado.


Na carta, o empresário escreve que já pediu várias audiências ao Presidente da República mas suspeita que as cartas nunca tivessem chegado à sua mesa de trabalho por alegadamente serem supostamente descaminhadas no trajecto. Lembra que recebeu uma distinção do MPLA, nos 50 anos desse partido e em muitas circunstâncias foi útil às autoridades governamentais e do partido no poder, razão porque deve ria merecer um tratamento mais condigno.


Recorda ainda o trabalho que fez por ocasião da campanha eleitoral, sem qualquer apoio material do MPLA, partido a que diz pertencer, e do facto de ter sido afastado da organização do CAN, quando tinha meios bastantes para pelo menos cuidar da bilhética, algo que tem estado a fazer nas competições domesticas de futebol e basquetebol. E queixa-se que o trabalho feito pelos estrangeiros não teve continuidade, pois eles encheram os bolsos e se foram embora.


Chama a atenção para a necessidade de se respeitar o empresariado angolano, sobretudo aqueles que têm honrado o nome do pais, restito grupo em que ele próprio se inclui e recorda o seu desempenho por altura do «Mundial» de futebol na Alemanha e do festival da Juventude na Alemanha.


Em sua opinião, estando há mais de 20 anos a contribuir para o engrandecimento do país, deveria merecer mais apoios institucionais e ver, por outro lado a dívida do MJD para com a Casa Real paga. Na carta, ele refere que são USD 2,5 milhões que o ministério não honra desde 2007, quando se disputou o «Afrobasket» em Angola. Faz igualmente alusão a uma dívida da SONANGOL para com a sua empresa no valor de milhões de dólares em publicidade, o que lhe está a complicar a vida, visto que tem compromissos bancários por honrar.



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