- Não, obrigado!

Isso é demais!
Fazendo fé a informações veículadas hoje pela a Agência Angola Press, a Sra. Idalina Valente, Ministra do Comércio, deu a conhecer recentemente em Luanda, ser eminente e pretensão chinesa, de construir em Angola um Centro Logístico (CL) “para a recepção de mercadorias da China e sua comercialização no mercado angolano e a nível da SADC”.

 

Eu não só diria “deus nos livre” mas apelaria que o controlo da qualidade de tanta “bugiganga” que inundam o nosso mercado fosse um pouco mais controlado e levado em linha de conta, visto haver países onde a Defesa do Consumidor tratando-se de questão de continuidade ou não de uma sociedade, criaram para o efeito não Institutos ineficientes e mal dotados como é o  INADEC no nosso caso, mas sim, instauraram Ministérios ou Secretarias de Estado.

 

Não queremos transformar o nosso mercado num “China Town” a semelhança de países como a Namíbia, Guinê-Bissau, etc.


É que com tanta “gafe” que os chineses cometem principalmente na construção civil vejam a sede dos Serviços de Inteligência Externa- SIE na Camama; mesmo o Pavilhão Gimnodesportivo da Cidadela, agora o Hospital Geral de Luanda (HGL) para não falar das milhares de residências privadas; que provas queremos mais da falta ou da incompetência total da Fiscalização.


Temos que pôr fim a “política de dois pesos e duas medidas” que os chineses praticam no nosso mercado: enquanto na china a indústria de construção civil e de materiais de construção obedece padrões ocidentais principalmente francês, holandês e alemão, exportam para Angola modelos de cidades e urbanizações do remoto tempo de Mão Tse Tung; Enquanto importam e produzem cabos eléctricos, candeeiros, lâmpadas enfim electrodomésticos de padrão ocidental, exportam para Angola fantasia e produtos inacabados ou mal acabados, tudo isso porquê? Será que para além das elevadas taxas de juros do mais de dezena e meia de bilhões de dólares americanos que o executivo de Luanda adquiriu em detrimento do Crédito das instituições Bretton Woods (Sistema de gestão económico internacional), de onde se destacam o FMI e o Manco Mundial, ainda temos que pagar o preço de aturarmos o lixo, a poluição ambiental de tanta bugiganga chinesa?

 

Sr. Ministro do Urbanismo e Construção

Sra. Ministra do Comércio,

Sr. Ministro da Coordenação Económica

Sr. Ministro das Finanças 

 

Até que ponto estais conscientes e sensibilizados dos prejuízos chineses em Angola?
Será que teremos que esperar que as pessoas comecem a morrer electrificadas ou queimadas em suas próprias casas, á luz de tanto excesso e irregularidades dos produtos chineses para podermos apertar a entrada em Angola de milhares de produtos chineses sem o mínimo requisito e critério de segurança?
 


Só de ver o estado físico actual do HGL, angolano nenhum toleraria primeiro: a proibição do empreiteiro e segundo: mandar para a cadeia os menores da fiscalização se é que houve, de tal empreitada.

 

Resumindo: é crime o que estes senhores chineses vêm protagonizando na nossa (?) própria terra sem que lhes chame á responsabilidade? Para além de “zungarem”, não sei se os consulados angolanos já atribuem Vistos de Entrada ou de Trabalho para que um chinês venha “zungar” em Angola, como se não bastasse as nossas próprias “zungueiras”. Não tardará que amanha o individuo queira adquirir uma parcela de terra para construir, o tenha que adquirir das mão de um chinês. Isso é demais!

 

Mas como criticar empreitadas públicas, principalmente quando estão envolvidos chineses é “crime contra a segurança do estado”, gostaria pelo menos e disso ninguém me pôde tirar o direito, perguntar aos Senhores Ministros o seguinte:

 

Quem serão os verdadeiros beneficiados de um tal CL chinês em Angola? Quem controlará a qualidade de tudo quanto entrará via este “Canal Verde” de introdução de mercadoria pirata no nosso mercado? Estará salvaguardado com a concessão de tal empreitada, as garantias mínimas do consumidor angolano ou se estão marimbando connosco?


Meus Senhores, Façam o vosso melhor dando o vosso exemplo!



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