Brasil - Cheguei tarde para falar sobre o assunto, mas cheguei! Como ninguém acreditou na pantomima chamada de “procedimento normal no mundo dos negócios” , eu, também, não acreditei!


Fonte:  http://www.blogdonelodecarvalho.blospot.com/

Graça Campos gosta de dinheiro e é visionário


É sobre a moralização da imprensa que vimos falar. Desta vez nos tocou mostrar que a imprensa privada angolana não está bem longe do que ela vem combatendo e criticando: os vícios que sustentam a corrupção. Esse setor, também, tem a missão e “obrigação” de saber diferenciar o que é bonito e feio. E, assim, a qualquer momento ser vítima dos supostos processos de reformulação que dizem já estar a caminho e protagonizada pela Ministra Carolina Cergueira, ela está de parabéns! Afinal a reformulação não deve passar só pelo que é público. A imprensa privada mesmo sendo jovem já merece reformulação e essa é mais uma missão que cabe, também, ao estado angolano representado pela Ministra e a equipe de homens que a mesma dirige.


Falando de vícios, os dólares da corrupção conseguiram desarmar e calar a boca “do hora” entreguista Semanário Angolense que, também, vivia fazendo apologia aos sentimentos de sofrimento dos kwachas e a sua turma de líderes terroristas pelas derrotas destes e a humilhação sofrida -não vinda só já do partido no poder, mas também pela imensa maioria da população.


Em minha opinião essa publicação, o Semanário Angolense, às vezes, apresenta-se mais como um penso que serve para aliviar as dores e as magoas infligida ao savimbismo e a turma dirigida por estes. E que quando sobra espaço com uma dose, justa e certa, consegue enfrentar os corruptos do Governo Angolano, nisso inclui o seu Presidente ou o chefe do Governo. É basta ver como este, sua família e o politiburgo inteiro do MPLA são “desnudados” e enxovalhados, e até humilhados –mesmo estando na posição de poderosos- nas páginas daquela Publicação Semanal. Toda aquela  turma não poucas vezes aparecem nas suas folhas como corruptos -e com toda razão- a serem desmascarados e denunciados, perante a opinião pública nacional e internacional. A prova está aí, usaram o dinheiro do povo, para comprarem um meio de comunicação, que fazia da sua existência o protesto dos enganados, dos roubados e dos assaltados desse país.


Todos nós suspeitamos que o SA fosse bem até o momento que se vendeu! E ia, sim!


Agora o nosso grande Semanário, que nós fazia recordar aqueles meios de comunicação especulativo de um país ocidental, para bem ou para mal, já que vivemos numa época em que já nada temos a perder  –onde qualquer mentira pronunciada duas vezes pode se transformar em verdade, invejando a propaganda Goebeliana nos tempos da Alemanha fascista -, aceitou a ordem de não criticar mais o Camarada Presidente. Se era tudo mentira o que se dizia sobre este, seu governo, sua família, seus camaradas e capangas, muitos deles agora transformados em mercenários sem nenhum tipo de dignidade, por que alguém arriscaria, então, em comprar um jornal em estado de falência , especulativo e mentiroso? Vão passar a escrever o que é nesse jornal para dar rendimentos? Vão pagar os trabalhadores do mesmo Jornal com o dinheiro de quem? O dinheiro roubado e saqueado das multidões, que ainda deposita, por desespero, sua confiança ao MPLA? É um ato de covardia e sem vergonha – sem limite.  Que tipo de notícias serão espelhadas nesse  Semanário, agora,  vendido aos corruptos? As mesmas notícias tediosas do Jornal de Angola?  Um Jornal falido e mentiroso, que só sabe retratar o cinismo e a falta de vergonha do Camarada Presidente. A propósito, é o Jornal de Angola um jornal lucrativo se estivesse submetido às mesmas regras de mercado? Não!


O que mais, aquele Semanário, vai aceitar a partir de agora? Depois de ter aceitado entrar nesse grande salão, de onde “os comes e bebes da festa”, o banquete, é financiado com o dinheiro de todos: O dinheiro público, o dinheiro desse Povo, que tanto o Semanário Angolense tentou demonstrar que era desviado pela mesma corja de corruptos que deram o último lance no negócio. Temos a informação de que Graça Campos gosta de dinheiro e é visionário quando enxerga a distância milhões de dólares.


Depois disso só gostaria de saber por onde serão publicados os artigos do Rafael Marques que com toda pompa foi publicado no mesmo Jornal. O mesmo Jornal que quase transformou o Rafael Marques em um herói, o homem que quase já era odiado pelos corruptos do governo e aplaudido no Senado Americano. Agora, como dizer aos americanos que até o chefe do Rafael Marques abraçou a corrupção. E alistou-se a um bando de comunistas ou ex-comunistas corruptos, transformados em capitalistas e ladrões. Um bando de burgueses mimados, mulherengos, reacionários, mafiosos e delinqüentes. “O que dizer agora aos americanos”!?


Estou querendo agora ler nas próximas edições, o nosso grande Graça Campos e o “seu” Semanário Angolense pedir desculpas ao camarada Presidente JES. Chamá-lo de clarividente, o infalível, o visionário, o herói, o reformulador da pátria. E não só, ainda, dizer que todos nós que andamos criticando JES somos um bando de “birutas” e mal agradecidos, já que papai Santos tem feito tudo por nós. Quem sabe o Graça Campos faça isso em troca de uns dólares a mais. Ou, simplesmente, um dólar!


Se o Semanário Angolense era a voz da oposição que em tese sabia contestar a má gestão, o desvio e a roubalheira; o que fazer agora quando se sabe que a mesma “instituição” agora come nas mãos do Manuel Vicente? Será que vai poder continuar a denunciar este, debochar do mesmo, afastar a ideia -um tanto maquiavélica-, no cidadão atrofiado culturalmente, de que qualquer pretensão desse de chegar ao poder é nepotismo, é um absurdo, é um assalto ao poder. Será que vai desmascarar fatos de que seu primo ou tio quer instalar o mesmo lá, como andou de maneira difamatória sugerindo a mesma publicação? Confundindo, o mesmo Jornal, o cidadão, e induzindo este a pensar que em política nunca existe seriedade e que é tudo um jogo de interesses mesquinhos onde os desejos e interesses da nação devem ser sempre jogados de baixo do tapete. Banalizando assim a importância da cidadania na hora de exigir seus direitos diante da administração e do poder estatal.


É verdade que de um dia para o outro vimos à emersão da filha do presidente ascender à casa do poder legislativo, vimos os  filhos  do mesmo  a  transformarem-se em príncipes e princesas diante de tanta fortuna inexplicável. Mas isso não dá direito ao mesmo jornal de induzir o cidadão comum a banalizar o seu desejo de fazer política com seriedade, tornando o mesmo um cético e desconfiar de todos. Isso não é bom para a democracia. E só reflete a consciência de cidadania individualista e aburguesada, que faz da política e das pretensões de um povo um meio que só torna possível a distribuição de dividendos entre grupos, famílias, amigos e parentes. É uma maneira escrota e arrepiante de estimular o individualismo baseado na mais atrasada das tradições terceiro mundista e africana: “de que tudo é meu, tudo me pertence, a mim e aos meus familiares”; e que quem assim não concordar estará rompendo com uma tradição. Uma verdadeira estupidez!


Associar o grau de parentesco, em particular do presidente, como uma condição para se chegar ao mesmo cargo, que este hoje ocupa -já dissemos- é banalizar a política e transformar num idiota o eleitor. Afinal, essa gente tem assim tantas qualidades para serem deputados ou deputadas e futuros presidentes da república só porque são parentes ou familiares de quem hoje senta naquela cadeira: a de Presidente da República?


A difamação a intriga, além de ter limites, os fatos usados pela mesma devem ser usados de tal forma que levem o cidadão a ser responsável por cada um de seus atos de cidadania; saber separar toda sujeira que pode contaminar a nossa fuba do dia a dia, é necessário. E o Semanário Angolense exercitando o seu direito de liberdade de informar e opinar ainda não chegou a esse nível. A prova disso está aí: vendeu-se aos dólares da corrupção! Como dizem os cubanos: “é vergonhoso, é bochornoso”!


Mas ainda assim desejamos sorte à nova direção do SA. E, também, aos novos proprietários dessa publicação! E que a roda da história continue a girar! E ao Graça Campos, seja bem-vindo a esse mundo fácil onde tudo é possível: o mundo dos corruptos!


Mas antes de terminar, uma propostas de emprego e colaboração vai ao ar. Já que o mesmo Semanário foi comprado de um lado e vendido do outro, a essas horas deve estar a procura de colaboradores, aí vai a nossa humilde oferta: a de colaboração!

 



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