Luanda - Deparei-me na manhã desta sexta-feira, ao município do Cazenga à saída do beco, com dois eloquentes jovens. Calmos como estavam, fiz-lhes, a seguinte questão? Oi… de onde vêm? – E eles responderam: “contar os carros”.

 

Fonte: Club-k.net

 

Não sei como, mas não aceito isto numa juventude coesa e responsável. Sou desde sempre jovem que por ser de Malange “Falo do nível miserável em que vivem os indígenas desta terra”. Para mim, talvez porque – “cogito, ergo sun”, como dizem os Franceses "je pense, donc je suis", para os portugueses “Penso, logo existo”.

 

O artigo intitulado “as teses golpistas da Juventude da UNITA”, assinado pelo Justino Justo, publicado no Jornal de Angola, foi assustador para alguns, pareceu haver questões do outro Mundo. Para mim, viver é resolver problemas e “preciso de forçar quando necessário”.


A UNITA, como opositora não será nunca aliada ao MPLA, caso fosse render-se-ia da “vontade de governar”, e enalteceria as manobras da Comunicação Social, como “o acto barbado feito pela Rádio Nacional e no Jornal de Angola”, quando se referiam a esta matéria. Acho igualmente, que devia a UNITA aplaudir as mortes perpetradas pelas injustiças deste Executivo, assim como, aplaudir a manobra constitucional consumada em 21 de Janeiro do corrente ano. “o péssimo apetite do MPLA”.


Se a Juventude da UNITA “JURA” quer tomar “a postura de principal Organização Juvenil angolana, mais íntegra e credível, política e moralmente, para melhor intermediar com os órgãos de Estado afins, a defesa, salvaguarda e promoção dos interesses, expectativas e aspirações da Juventude”.

 

Por outra, se quer “combater com coragem e abnegação a exclusão, lutar contra a exploração do homem pelo homem, erradicar a miséria material e espiritual e contribuir para o triunfo do estado solidário e de justiça social”. Encorajo-os à adoptar esta postura. Que para mim, é coesa, radical e responsável e digo-vos mais “é obrigação moral de qualquer cidadão consciente deste país”.

 

Olha que: 

         Um país mal governado mostra as características de elevadíssimo nível de pobreza dos seus governados e altíssimo nível de riqueza de um número restrito de pessoas;

 
         Um país mal dirigido mostra as injustiças e compadrios na resolução do problema do cidadão;

 
         Um país autocrático demonstra o elevado índice de mortalidade registados pelas suas

 
         Um país ditador impõe o medo ao povo; 

  
Este regime inverte até “a melhor verdade à pior mentira” ainda assim, tudo tarda, mas chega a tempo. “O Futuro Da Verdade”. 


Sendo a juventude “a força motriz de uma sociedade” tal como disse-nos o ditado, julgo oportuno uma atitude de coragem, que protestem e reivindicam quando não se governo bem.  Ainda quando não se governa bem, pode se dizer “BASTA”, estão a violar as regras do contrato por isso “FORA” da governação.

 

Se JURA – é Juventude Unida Revolucionária de Angola, o “Justino Justo” autor do texto “As Teses do Congresso Defendem Insurreição” não devia ficar estupefacto com o que leu num suposto texto, mas sim com a empatia e silêncio perante as desgraças sob qual vive o povo. Traçar como “desafios político-estratégicos”, dentre outros, “a identificação das oportunidades, ameaças, pontos fortes e fracos” da UNITA e “a definição de planos de acção pro-activos que potenciem oportunidades e forças próprias e maximizem ameaças e fraquezas do adversário (MPLA/Governo) ”. É a todos os títulos legítimos.

 

É legítimo também a JURA projectar como oportunidades, a “criação de factos” e/ou “o aproveitamento de situações que ocorram no país” tais como “eventos políticos, sociais, económicos, culturais, desportivos, académicos, religiosos e naturais”.

 

Continuando é encorajador que politicamente “desgasta-se por todos os meios a imagem do Presidente da República”, “transferir o foco de contradições UNITA/MPLA para o Povo/MPLA, alimentando e acirrando contradições sociais e económicas entre o MPLA/Governo e o povo”, uma vez que “Governam e governam muito mal”, fazer “denúncias permanentes” do “carácter fraudulento das eleições de 5 e 6 de Setembro de 2008, o golpe jurídico-constitucional de 21 de Janeiro de 2010” e a “ilegitimidade democrática do Presidente da República”, incitando a população a “perder o medo de manifestar-se”. Com o Estado que se tem, é louvado até em nome de Cristo.

 

Quando me falam em lições do passado, boas palavras, coligações Negativas Aposta no caos Social, momento de lucidez – colocam no mercado, de igual forma a vingança política – fruto do laboratório futuguista.

 

Querem insinuar que os senhores são cristãos e que só a ética vos conduz? Sou porque vêm um adversário fortificado? JURA FORÇA, MFUCA Força. Até porque de forma Maquiavel o MPLA faz e desfaz.  



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