Lisboa – Uma  corrente de jornalistas do Jornal de Angola conotada  ao seu director José Ribeiro   promove, em meios da  comunicação social em Angola,  a idéia segundo a qual a contestação que o mesmo é alvo esta a ser impulsionada por círculos próximos ao seu antecessor Luis Fernandes, actualmente no Jornal “O Pais” e por um antigo  jornalista do “JA”  identificado por José Meireles “Zéca” .

 

Fonte: Club-k.net

 Funcionários da comunicação social saturados com DG do JA

Tais insinuações surgiram logo apos ao afastamento do sub-director de informação, Caetano Junior ao qual a corrente de Ribeiro,  o apresenta agora como  próximo do antigo director. No seguimento da demissão deste profissional,  o Jornal O PAIS, reportou o assunto ao que deixou o Director José  Ribeiro “muito”  indignado.  Chegou  a usar as paginas do Jornal de Angola para subentendidamente fazer acusações contra os seus colaboradores (suspeitos de ligação a Luis Fernando) e apresentar o  Jornal “O PAIS”  como seu bode de expiatório.

 

Numa linguagem tida como “baixa”, Ribeiro insinuou  que a demissão do seu antigo sub-director Caetano Junior  deveu-se ao facto de este,  ao invés de  trabalhar,” passar a vida a colocar material pornográfico no Copy Desk”. No mesmo artigo, Zé Ribeiro,  referiu-se igualmente que delegou a uma  certa editora (em referencia, a única editora do Jornal, Luisa Rogério) a ir entrevistar o líder da UNITA,  tendo ele (Ribeiro)  lamentado que a mesma não chegou a fazer o trabalho.

 

A versão de Ribeiro entrou em contradição com a justificação atribuída ao Ministério segundo a qual o jornalista foi demitido por ter “o mandato terminado”. Luisa Rogério, a segunda visada veio a publico desmentindo-o. 

 

Luisa Rogério esta literalmente “suspensa”. Faz os trabalhos em casa e envia por email. Um dia antes de Ribeiro ter escrito o seu texto de repudia  contra os colegas, a jornalista Luisa Rogério teria se deslocado a sede do Jornal de Angola e ambos foram ainda vistos a trocarem proza, razão pela qual funcionários do diário mostraram-se surpreso com  o artigo “difamatório do director”.


A atribuída perseguição surda que move contra a jornalista data desde a altura das eleições de 2008 quando Ribeiro viu-se contestado pelas manipulações que fazia aos textos relacionados a oposição política em Angola.  Circulam rumores de uma pretensa intenção do Ministério da Comunicação Social, em  elevar  profissionalmente  junto dos Conselhos de administração a referida jornalista. Os rumores, de fonte incerta, causam, ciúmes a José Ribeiro.  


De referir que na  semana passada,  o mesmo recusou atender  chamadas telefônicas do Jornal o PAIS que visavam escutar a sua versão quanto ao clima de mau estar que tem provocado no jornal de Angola. Na hora em que escreveu o seu ultimo artigo de contestação manipulou os factos insinuando que  o Jornal em referencia não o contactou para lhe ouvir.  Outro gesto entendido como “malandragem”, prende-se ao desvio que fez ao tema. As criticas ou reparos foram direcionadas a si, e no seu artigo deu a entender que o “combate” era contra o bom nome do Jornal de Angola, “como se o seu nome se confundisse com o Jornal”.

 

Na historia do Jornal de Angola, o jornalista José Ribeiro é o director que mas protesto sofre da sociedade civil angolana devido ao excesso da linha partidarizada que implementa. Recentemente fez passar um texto atribuindo idéias “revolucionaria” a juventude da UNITA.

 

Nos últimos anos, José Ribeiro, tem causado constrangimento ao MPLA e ao Presidente  José Eduardo dos Santos.


A saber:


- Intromete se  em assuntos de Estado tidos como  delicados. A embaixada de França em Angola chegou a lamentar o facto de o mesmo  ter manipulado as palavras do seu ultimo embaixador Francis Blondet, dias antes deste diplomata ter regressado ao seu pais no seguimento do fim da sua missão diplomática.


- Em finais de Janeiro  noticiou  que a agência de polícia internacional, Interpol, teria já emitido mandados de captura para os membros da FLEC. A Interpol  negou a mentira inventada pelo mesmo.


- Criou embaraços a justiça angolana ao chamar de “terroristas”  os activistas cívicos de Cabinda, numa altura em que o PGR provincial Antonio Nito esclareceu  que os mesmos não estavam a ser julgados pelo ataque da FLEC. No mesmo texto, Ribeiro manipulou dizendo que a justiça em Cabinda encontrou papeis da prova do plano do ataque. Quanto na realidade tratava-se de papeis ou noticias na internet.  Esta semana o general Bento Bembe admitiu, a radio Eclesia, que o governo esta a ter dialogo com o braço armado da FLEC de Nzita Tiago. (Em meios intelectuais tem se questionado como Ribeiro justifica o facto de o governo estar a ter contacto com terrorista.)

 

-  Faz uso do Jornal para atacar figuras da sociedade angolana. Rejeita que o chamem atenção dos seus erros. Chegou atacar o  acadêmico de comunicação social, Celso Malavoneque por lhe ter dado sugestões opostas a linha tendenciosa que aplica para a ma reputação do  Jornal de Angola.


 
Em justificação aos embaraços que  Zé Ribeiro tem criado ao estado angolano  altos funcionários da comunicação social alegam que o mesmo não  foi aposta da “classe”, mas sim do antigo assessor de imprensa da PR, Aldemiro Vaz da Conceição. Manuel Rabelais preferia outro em seu lugar.  Num “briefing” ao qual foi lhe denotada debilidades em  matéria de gestão, Ribeiro teria sido igualmente criticado por funcionários do Ministério pela distribuição inapropriada de viaturas a jornalistas cuja categoria era desproporcional a “oferta”.



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