Luanda - A política é a esfera ou o cerne em que as diferentes forças e tradições se confronta, e se enfrentam quebrando as escalas em “amigos e adversarios” reunidos e contrapostos pela convergência de uma série de valores, como advoga o jurista Carl Schmitt, in Umberto Cerroni, O pensamento político VII, ed. Estampa, Lda 1976, p. 35, “cada antítese confessional, moral, económica, etnica e assim por diante, se transforma ou se transmuta numa antítese política, mal se aprofunda o suficiente para agrupar os homens em amicis e hostes.”


Fonte: Club-k.net

 

Com esta visão observaremos que a política é o destino, e a sua plantaforma natural é a competição, tanto, no nível interno como externo, nesta luta à concretização do projecto político através da conquista, exercício e a manunteção do poder do Estado (poder político). A unidade política do Estado presente, se observamos, ela comporta três cordões que são os seus membros, o Estado, Movimento e o povo.

 

Ela distingue-se radicalmente do esquema estatal Liberal-democrata que chegou até nós vindo do século XIX, e não só pelos seus pressupostos ideológicos e os seus princípios geral, mas também em todas as linhas essencias da construção e organização do edificio concreto do Estado. Cada conceito essencial e cada instituição importante ressente desta diversidade.


A unidade destes três membros (Estado, Movimento e Povo), não instam paralelas, uma ao lado da outra, mas uma delas, justamente o movimento, que sustém o Estado  e o Povo penetra e conduz as duas outras. Os três cordões ordenadores, correm um ao lado do outro, cada um ordenado em si mesmo, encontram-se em certos pontos decisivos, especialmente no ápice  tem contactos recíprocos e ligações transversais de género determinado que todavia não podem excluir a distinção e forma no seu complexo, unificado pela série ordenativo que sustenta o todo, a unidade da estrutura política, como causa eficiente da eficácia da actividade política do Estado .

 

Cada uma está confinada dentro de si mesmo, segundo pontos de vistas diferentes e, se assim se pode dizer, com matérial diversificado, mas todos, se bem que de maneira diferente são abraçados pela ordenação jurídica pública. Cada um dos três membros pode ser usada isoladamente pela totalidade da unidade política.

 

Todavia, ela designa também ao mesmo tempo um lado particular e um elemento específico desta totalidade. Assim se pode considerar o Estado em sentido estrito da palavra, como a Parte Política Estática, o Movimento como a Parte Política Dinâmica e o Povo como o lado Apolítico crescente sob a protecção e a sombra das decisões políticas.

 

Na base para a distribuição e transferência de poder, há um encoste frequênte e complexa, e uma mistura de interesses contraditórios, é importante excluir-se jogar com o Estado contra o Movimento e o Movimento contra o Estado, Povo contra Estado e Estado contra o Povo, Povo contra o Movimento  e o Movimento contra o Povo. Isto corresponderia o desequilibrio e a separações Liberais, cuja sentido político é anulamento ou pelo menos a revitalização da totalidade política. Especialmente o Movimento é tão Estado como Povo.


O próprio conceito de Estado pressupõe o conhecimento da categória do político, o conceito da essência da política segundo o conceito linguístico hodierno, o Estado é o status político de um povo organizado num determinado território, e o Estado aparece assim como qualquer coisa de político, e o que é político como qualquer coisa que está relacionada com o Estado. Sustenta o politologo Lourenço Matias in Conversas sobre as questões da Polís, Junho 2008, “ que o Estado e o político (o político que possa  dividir em duas categorias, estes dois modos princípais é o nucleo que o poder se assegura. Uma que usa a coerção da violência legitíma, corporados por militares, agentes da polícia e outros aparelhos repressivo do Estado, e a outra que usa a arte, este que se traduz na capacidades artistica sofesticada e moderna, de persuadir os eleitores e a comercialização de sonhos, do que com eles haverá mudanças no que concerne as posições sociais desejadas por estes), estão intimamente ligada, o que manifesta polisociológicamente num ciclo vicioso.


No sentido da unidade política, o Povo como sujeito desta  unidade não poderia imaginar-se sem o Movimento. Nesta cenda decorrem três séries ordenadoras.


A primeira, é o aparato estatal das autoridades e dos gabinetes, consistindo no exercíto e nos funcionários estatais, ele é designado, ainda frequentemente (segundo um uso linguístico conservador ou tradicional como o Estado, mas só o é como organização de comando de administração e de justiça, o vocábulo Estado no seu sentido mais lato é sempre usada como designação tradicional da Totalidade da unidade política de um povo;
Segundo, os grupos político-económico que sustentam o Estado, recrutado de todos os estratos do povo (sociedade), mas fechado em si e hierarquicamente dirigido, porque requer uma construção particularmente severá  e uma direcção rígida. Por exemplo as Organizações Políticas que simbolizam o corpo político em que o Movimento encontra  a sua forma particular,  ela foi designado pelos sociologos e politólogos como «ordem», «elite» ou «grupo»;


A terceira, Uma Esfera do povo abandona o príncípio do centralismo administrativo, abraça tanto o ordenamento económico e social em categorias de profissões como administração autónoma (baseada sobre a vizinhança local), poderiam ocupar esta esfera de administração autónoma não estatal mas de direito público, e inserir na vida política do povo uma autónomia que assenta ou seria possivel no enquandramento geral da direcção política, e um corporativismo de espécies diferente.

 

Cada uma dessas esferas está confinada dentro de si mesmo numa pespectivas diferente e, assim se pode dizer, que os cordões ordenadores da unidade política do Estado, como binários são abraçados pela ordenação jurídica pública, garantido a unidade política do Estado numa visão mais coesa e eficiente para sua funcionabilidade à conquista dos seus objectivos.