Luanda - Henrique Miguel, mais conhecido como “Riquinho”, nasceu a 27 de Janeiro de 1964, na vibrante cidade de Luanda. Empresário e empreendedor nato, ele construiu uma trajetória notável que o consagrou como um dos principais nomes do mundo dos eventos e dos negócios em África.

Fonte: Club-k.net

Desde criança, Riquinho revelou aptidão para liderança e uma determinação fora do comum. Aos 8 anos, já comandava a base de pioneiros da horta do Cazenga, e aos 10 anos, acumulava vitórias no atletismo angolano, destacando-se em múltiplas categorias e distâncias, como os 60, 80, 100, 150, 300 e 400 metros.

A sua busca por conhecimento levou-o para Cuba, onde se especializou em Electrotecnia Naval. Durante os seus estudos, embarcou em jornadas que o levaram a explorar o Panamá, o Golfo do México, o Canadá, os Estados Unidos e países da América do Sul. Aos 18 anos, tornou-se pioneiro na Marinha Mercante de Angola, integrando a histórica troca de quadros portugueses por angolanos na Angonave. Após uma formação brilhante, destacou-se como oficial de Electrotecnia, liderando importantes missões e consolidando-se como uma figura-chave na área.

Em 1986, com a crise na Angonave, Riquinho deu uma guinada na sua carreira, abraçando o mundo do entretenimento. Foi nesse momento que começou a organizar eventos e inaugurar espaços que revolucionariam o lazer em Angola. O Horizonte 3000, inaugurado em 1987, tornou-se a maior discoteca da época, marcando o início de uma nova era no entretenimento angolano.

Riquinho inovou ao introduzir festas temáticas que se tornaram icónicas, como a “Festa do Short”, a “Festa do Musseque” e a “Festa Colorida”. Além disso, impulsionou concursos de beleza e desfiles de moda, com destaque para o “Miss Horizonte 3000” e colaborações com o modelo Kayaya Júnior, nome proeminente em Angola e Portugal. Em 1990, lançou a Casablanca, empresa que transformou os hábitos de entretenimento dos angolanos, promovendo mais de 2500 espetáculos ao longo de 25 anos.

Entre os artistas que passaram pelos palcos da Casablanca estão nomes como Eduardo Paim, Júlio Iglesias, Ivete Sangalo, Cesária Évora, Bonga e 50 Cent, numa lista que se estende por milhares de talentos nacionais e internacionais. Graças ao impacto cultural e social dos seus eventos, Riquinho recebeu reconhecimento da mais alta entidade de Angola, incluindo certificados de honra pelo Presidente José Eduardo dos Santos.

Mas o legado de Riquinho vai além dos palcos. Com uma visão empresarial inovadora, criou empresas como Casa Car e Casa Lar e desenvolveu o conceito de “Visão 360º”, que orienta gestores em áreas como logística, marketing e ética. Embora tenha enfrentado desafios ao longo da sua trajetória, a sua resiliência e paixão mantiveram-no no topo do mercado, consolidando-o como um ícone de sucesso em Angola.

No campo social, Riquinho mostrou-se generoso. Em 2007, presenteou a seleção nacional de basquetebol com 30 viaturas em celebração ao título continental, demonstrando seu compromisso com o desporto e a cultura angolana. Além disso, foi mentor das carreiras de artistas como Paulo Flores, Yuri da Cunha e Waldemar Bastos, contribuindo para a ascensão de nomes que se tornaram incontornáveis no cenário musical.

Henrique Miguel, mais conhecido como “Riquinho”, é um exemplo de como talento, criatividade e determinação podem transformar sonhos em realidade, inspirando gerações e deixando um legado marcante em Angola e além.