Lisboa – Foram sepultados na quinta-feira, 11 de setembro, em Portugal, os restos mortais do inventor angolano Hélder Silva, falecido no dia 9 de setembro, vítima de insuficiência cardíaca.

Fonte: Club-k.net

A notícia foi confirmada pelo portal Club-K.net, que acompanhou as cerimónias fúnebres e recolheu declarações emocionadas do irmão do malogrado, Sérgio Silva, que relatou o agravamento do estado de saúde de Hélder nos últimos dias, culminando numa morte precoce e inesperada.


Para o também inventor Joel Muxinda, Angola perdeu “um dos seus melhores filhos”. Muxinda destacou que Hélder Silva dedicou mais de quatro décadas à investigação científica, tendo alcançado uma descoberta de grande impacto: a existência de apenas um polo magnético no universo.


Segundo Muxinda, Hélder Silva demonstrou que um campo magnético possui uma única polaridade, contrariando a teoria clássica dos polos norte e sul. Essa conclusão teria resultado da injeção de um campo magnético residual, capaz de anular o polo oposto, conforme os seus estudos.


“As novas gerações devem valorizar e preservar o legado de Hélder Silva”, afirmou Muxinda, sublinhando que o trabalho do inventor permanece como referência para a ciência angolana e mundial.


Natural da província do Cuanza-Sul, Hélder Silva nasceu em setembro de 1969 e formou-se em Eletrotécnica pelo Instituto Superior Técnico de Portugal. Ao longo da sua carreira, conquistou mais de 30 medalhas internacionais pelas suas invenções e inovações científicas.


Entre os seus reconhecimentos mais notáveis está a distinção recebida em outubro de 2022, na Alemanha, pelo estudo sobre o campo magnético, considerado uma extensão teórica da equação do físico britânico Paul Dirac. Em 2023, apresentou uma demonstração científica em Estocolmo, na Suécia, e chegou a candidatar-se ao Prémio Nobel da Física.


Com a sua partida, Angola e o mundo perdem um cientista de vanguarda, cuja obra permanece como símbolo de dedicação, inovação e genialidade.