Luanda – O Presidente da Câmara Criminal do Tribunal Supremo, Daniel Modesto Geraldes, está a ser citado em círculos da magistratura como alegadamente responsável pela colocação de uma frota de dez viaturas ao serviço de táxi privado na plataforma digital Uber, em Portugal.
Fonte: Club-k.net
A revelação tem suscitado interrogações quanto à origem do seu poder económico, sobretudo por estar associado a alegações de envolvimento numa rede de tráfico de influência e comercialização de sentenças judiciais, supostamente operada no gabinete do então Presidente do Tribunal Supremo, Joel Leonardo.
O nome de Daniel Geraldes foi citado como um dos envolvidos nos contactos preliminares na tentativa de extorsão ao General Manuel Vieira Dias "Kopelipa". No caso do ex-ministro dos Transportes, Augusto Tomás, a sua resistência em emitir o mandado de soltura, alegando falta de formalidades processuais, foi interpretada por juristas como uma "manobra dilatória", destinada a criar margem para negociações paralelas.
A conduta de Geraldes também é questionada em decisões processuais, como no caso do General Higino Carneiro. O magistrado foi o juiz que, de forma irregular, "pronunciou" e, em seguida, "despronunciou" o processo, violando o princípio da imparcialidade processual. Segundo as denúncias, Geraldes teria alegado que cumpria ordens de Joel Leonardo, que teria mencionado "pressões políticas" para justificar a decisão.
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