Luanda - Genocídio. A RTLM matou com palavras. 1994, Ruanda. José Nzirorera e Hassan Ngeze transformaram a rádio numa arma de ódio. Chamavam os tutsis de “cobras”. Incitaram massacres. Foram julgados pelo TPIR. Condenados por incitação directa ao genocídio. O poder do Jornalismo pode matar. Político que desconhece ou ignora isso, não é político.
Fonte: Club-k.net
Propaganda. Em Angola, o eco existe. De 1975 a 1991, o Jornalismo era propaganda dura.
Tudo a favor do MPLA. Tudo contra a UNITA. A VORGAN também disparava. Após Bicesse, surgiu uma fresta de liberdade. Novos jornais. Nova geração. Jornalismo sem coleira. 1991 a 2010. Um período áureo.
Rebaldaria. Hoje, a mão que se abriu fechou-se. A comunicação social perdeu a rota. Está sem bússola. A libertinagem tomou conta das redacções. Veículos tomados de assalto. Comissários políticos no lugar de jornalistas.
O Conselho de Administração da TPA é política e editorialmente irresponsável. Editorialmente, um desastre. Feito um carro desgovernado. Telejornalismo que ignora a história.
Sem ética. Sem patriotismo.
Antes, propaganda tinha contexto. Hoje, não há desculpas. Não se justifica.
Alerta. Quem acende fogueiras com mentiras, amanhã vai ser queimado pelo mesmo fogo. O fogo da verdade. O fogo da responsabilidade. Avisem ao Conselho de Administração da TPA. Militantes do MPLA caídos em desgraça política já foram vilipendiados. Bloqueados. O País viu. As vítimas estão aí. Vivas. Ganharam consciência.
O Jornalismo é uma faca de dois gumes. Quem manipula jornalistas deve lembrar: O poder político é volátil. É efémero.
Cuidado. Directores e jornalistas da TPA, observem. Vigiem. Os tempos mudaram. São outros. Há uma nova geração. Novos actores. Os métodos devem ser outros. Elevação precisa-se.
A História pode repetir-se.
Se não aprenderem, podem terminar como os da RTLM: Simplesmente sozinhos. Entregues às feras. Vítimas da própria manipulação. E lembrem-se: Quem brinca com fogo acaba queimado. Sem perdão. Sem desculpas. Sem saída













