Luanda - Há sinais claros de que a reconciliação em Angola está em risco. A paz está na ponta de uma navalha. A estabilidade política está sob ameaça. A Segurança Nacional está na corda bamba. O medo está no ar. Virou arma de controlo. Sempre foi. Há quem manipule as sombras do pânico para governar consciências.

Fonte: Club-k.net

O alerta anónimo e cobarde fala por si: «ÚLTIMO AVISO! Vocês podem estar no estrangeiro, mas as vossas famílias estão em Angola! Vão acompanhar funerais online! Muitos funerais!»

A ameaça é concreta. Não é figura de estilo. Mostra que existem forças que querem sabotar a reconciliação nacional. Intimidam. Espalham medo. Criam insegurança. Redesenham o mapa do poder através do pânico.

Maitre Alioune Blondin Bèye (1939–1998) conhecia esta lógica. Jurista e diplomata maliano, foi o rosto da mediação em Angola. Enviado Especial da ONU, denunciava os “inimigos da paz”: Pessoas que prolongavam a guerra por interesses próprios e deixavam civis vulneráveis.

As kalashnikovs calaram-se a 04 de Abril de 2002. Mas há sinais de retrocesso. Mensagens de coação. Assédio a opositores. Indícios de algo mais grave: Fragilizar o Estado. Minar instituições. Corroer a confiança pública.

O silêncio e a inação do Presidente da República transmitem tolerância implícita. A ausência de resposta deixa sensação de complacência. O discurso oficial de paz contrasta com práticas de coação e intimidação. O alvo: Redes de influência dentro de órgãos de segurança e sectores ligados a interesses políticos e económicos.

Pergunta urgente: Quem são os criminosos entrincheirados no aparelho do Estado e do Governo? Por que temem a paz? Que propósito serve esta campanha de intimidação? Só os sabotadores da tranquilidade e da estabilidade angolanas podem responder.

Falta vontade política para identificá-los. Falta patriotismo. Exigem-se factos. Nomes. Investigação séria. Que sejam expostos e responsabilizados, legal e politicamente. Que a democracia corrija a impunidade. A paz não se protege com silêncio. Defende-se com transparência. Justiça e pressão cívica. Aos que ainda sonham com o caos: Cada máscara cai. Cada sombra é exposta. Não haverá abrigo para quem trai o País fingindo servir o Estado. O veneno da impunidade acabou. Cada traidor vai provar do próprio veneno.