Luanda - Os tribunais entram em modo sesta. Não por preguiça. Por desespero. Os Oficiais de Justiça fazem greve. Decidiram fazer Justiça a si mesmos. A paralisação vai de 27 de Outubro a 14 de Novembro. Assim determinou a reunião geral extraordinária do sector. O secretário-geral do SOJA, Joaquim de Brito Teixeira, explicou: “A falta de respostas do ministro da Justiça e dos Direitos Humanos às solicitações do sindicato levou à greve.”
Fonte: Club-k.net
Simples. Marcy Lopes empurrou-os até aqui. Menino-ministro. Empáfia de sobra. Decência de menos. Confunde autoridade com insolência. Poder com ignorância. Entre os Oficiais de Justiça há profissionais que bem poderiam ser seus pais. Mereciam respeito. Tiveram desdém. Ignora que eles são a engrenagem invisível da Justiça. Sem eles, nada anda. Sem eles, não há processo, audiência, decisão nem execução. São os cabos de transmissão entre a lei e o cidadão. São o motor da máquina judiciária. Quando param, o País pára.
A arrogância e a ignorância são o novo cocktail molotov do poder. Queimam ministérios. Destroem instituições. E fazem o Estado arder em silêncio. Falta decência cívica. Falta ética republicana. Sobra vaidade. Relógios caros. Cabeça vazia. Os Oficiais de Justiça pedem o óbvio: Estatuto remuneratório. Melhores condições. Reposição de subsídios.
O ministro olha o relógio. Ri-se. E manda-os bugiar. Sempre mandou. Hoje é ministro. Amanhã vai querer continuar a ser servidor público. Vinho velho. Odre novo. Mesmo cheiro. Governar é coisa séria. Não é feira de vaidades. Houve quem destruísse o País com armas. Agora há quem o destrua com falta de educação. Menino malcriado. Ministro à medida da decadência.











